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Exclusivo: maioria dos mogianos rejeita o pedágio

Se depender da opinião e vontade dos mogianos, o posto de pedágio que a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e o governo João Doria (PSDB) pretendem instalar na ligação rodoviária Mogi das Cruzes – Via Dutra jamais deveria sair do papel. Uma pesquisa de opinião encomendada por entidades relacionadas à questão […]

Por O Diário
24/08/2021 11h15, Atualizado há 60 meses

Se depender da opinião e vontade dos mogianos, o posto de pedágio que a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e o governo João Doria (PSDB) pretendem instalar na ligação rodoviária Mogi das Cruzes – Via Dutra jamais deveria sair do papel.

Uma pesquisa de opinião encomendada por entidades relacionadas à questão do pedágio e realizada pela Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria – junto a 406 entrevistados da cidade de Mogi, entre os dias 7 e 9 de agosto últimos, mostrou que a grande maioria da população é contra a instalação do posto de cobrança pelo uso da rodovia.

Quando indagados se eram favoráveis ou contrários à instalação do pedágio, 85% dos entrevistados afirmaram ser contra a medida, enquanto 9% se mostraram a favor e 6% não souberam ou simplesmente não responderam.

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A consulta feita diretamente aos entrevistados de diferentes sexos, faixas etárias e níveis de escolaridade apontou a ampla rejeição da comunidade mogiana ao item do processo de concessão de rodovias que prevê a instalação de um pedágio nos dois sentidos do trecho inicial da Mogi-Dutra, entre o bairro da Ponte Grande, na área urbana da cidade, e o acesso ao trevo da rodovia Ayrton Senna da Silva, nas proximidades dos bairros do Taboão e Itapeti.

Detalhes

A rejeição ao projeto do pedágio é maior entre os homens (89%), que entre as mulheres (82%). O maior índice de favorabilidade à obra está entre as mulheres (10%) que entre os homens (7%). O público feminino (9%) também demonstra ignorar mais a questão que o masculino (4%). A pesquisa ouviu 195 pessoas do sexo masculino e 211 do sexo feminino.

Entre os mogianos da faixa etária situada entre 35 a 54 anos estão aqueles que mais rejeitam o pedágio: 88%; entre os que têm 55 anos ou mais, 85% são contrários à obra, mesma posição adotada por 84% dos entrevistados mais jovens, com idade variando entre 16 e 34 anos.

Quanto ao item escolaridade, o maior percentual contrário à instalação do pedágio (89%) é detectado entre os mogianos de nível superior.  O percentual continua alto entre aqueles que têm ensino médio (86%) e ensino fundamental (80%). O maior apoio ao pedágio (11%) foi encontrado entre as pessoas com ensino fundamental.

O maior índice de rejeição ao pedágio (90%) foi detectado entre as pessoas com renda familiar de mais de dois salários mínimos. Entre os que recebem de um a dois salários mínimos, 82% são contra o pedágio, enquanto 81% dos que recebem até um salário rejeitam a obra.

O instituto Ipec também avaliou a opinião dos mogianos em relação ao pedágio de Doria de acordo com a religião; entre os católicos, 87% são contra a obra e 7% a favor; entre os evangélicos, 83% são contra e 12% a favor. Entre praticantes de outras religiões, 84% são contrários e 7% a favor. E também foi registrado o maior índice (9%) dos que não souberam ou não quiserem responder à pesquisa.

Já entre as pessoas da raça/cor branca, 86% são contra o pedágio e 9% a favor. Entre pessoas de raça/cor preta ou parda, 85% são contra e 8% a favor. Entre entrevistados de outras raças ou cores, 78% disseram ser contra o pedágio e 11% a favor.

A pesquisa

A pesquisa que teve como objetivo “levantar a percepção da população de Mogi das Cruzes sobre a implementação do pedágio na rodovia Mogi Dutra” foi realizada pelo instituto Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria junto a 406 pessoas de Mogi das Cruzes, maiores de 16 anos, entre os dias 7 e 8 de agosto de 2021. A consulta foi contratada, em conjunto, pela Associação Gestora do Distrito do Taboão (Agestab),  Agência de Fomento Empresarial (Agefe) e Sindicato do Comércio de Mogi das Cruzes (Sincomércio).

A margem de erro máxima estimada é de 5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra, enquanto o nível de confiança utilizado é de 95%.

A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas pessoais, com utilização de questionário elaborado de acordo com os objetivos da pesquisa. As entrevistas foram realizadas por uma equipe de entrevistadores devidamente treinada para abordagem deste tipo de público.

O instituto Ipec impõe um rígido sistema de controle de qualidade à consulta: há filtragem em todos os questionários após a realização das entrevistas, com fiscalização em aproximadamente 20% dos questionários.

Para efeito de tabulação foram consideradas as seguintes variáveis: sexo (masculino e feminino); grupos de idade (16 a 34 anos; 35 a 54 anos; 55 anos e mais); renda familiar, em salários mínimos (mais de 2; mais de 1 a 2; até 1); religião (católica, evangélica e outras); e raça/cor (branca, preta/parda e outras).

O (a) senhor (a) é a favor ou contra a instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra?

CONTRA …………………………..85%

A FAVOR……………………………09%

NÃO SABE/ NÃO OPINOU….06%

Fonte:Ipec- Inteligência e Pesquisa em Consultoria

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