Família relata o que aconteceu no dia que Agnaldo foi assassinado por “amigo”, em César
A Secretaria de Segurança Pública informa que a polícia de Mogi das Cruzes ainda não localizou Waldir de Carvalho, 58 anos, suspeito do assassinato do ajudante geral Agnaldo Raimundo da Silva, 48 anos, na tarde de domingo (31), durante uma briga no Jardim São Pedro, próximo à rotatória das avenidas João XXIII e Nilo Marcatto, […]
02/11/2021 14h52, Atualizado há 58 meses
A Secretaria de Segurança Pública informa que a polícia de Mogi das Cruzes ainda não localizou Waldir de Carvalho, 58 anos, suspeito do assassinato do ajudante geral Agnaldo Raimundo da Silva, 48 anos, na tarde de domingo (31), durante uma briga no Jardim São Pedro, próximo à rotatória das avenidas João XXIII e Nilo Marcatto, no distrito de César de Souza. Os dois eram amigos, até então.
O suspeito de ter cometido o homicídio está foragido desde o dia do crime, que teve grande repercussão entre os moradores do distrito, onde ambos eram muito conhecidos.
A prima da vítima, Regina Aparecida, conta que toda família está muito abalada com o episódio. O sepultamento aconteceu na tarde de segunda-feira (01), no Cemitério da Saudade, e reuniu familiares e muitos amigos de Agnaldo. Ele tinha 48 anos, dois filhos e estava com casamento marcado para o próximo este mês.
Segundo testemunhas, o atirador é dono de um bar que Agnaldo frequentava. Essas pessoas afirmam que o desentendimento teria sido causado porque Waldir estava suspeitando que Agnaldo teria mexido no caixa do bar e retirado R$ 50,00.
Os dos brigaram e Agnaldo teria se sentido ofendido, foi à casa dele, próxima ao local e voltado com uma faca. Waldir, que também mora perto do local, teria pegado a arma na residência dele, e durante a briga atirou em Agnaldo, fugindo em seguida.
A família da vítima está indignada com a suspeita de que ele teria furtado o dinheiro. A filha Bianca da Silva se manifestou para defender a memória do pai e explicar o que teria acontecido. Ela fez uma postagem em suas redes sociais, porque o caso foi contado em canais de televisão com a versão de que o crime teria sido motivado por furto
Bianca afirma que o pai “podia ser qualquer coisa, mas nunca seria capaz de roubar nada de ninguém”.
A versão dela para o caso é a seguinte:
“Meu pai bebia num bar ao lado de casa dele e sempre pagava tudo no dia do pagamento. Esse mês o pagamento acabou atrasando e o Waldir (dono do bar) cobrou o meu pai na frente de todo mundo, e meu pai como nunca levou desaforo para casa não deixou barato, né. Começou uma discussão ali e nessa hora um amigo do meu pai estava passando em frente do bar e meu pai gritou: “E aí Gordão, ó o cara aqui”, e ele sem entender nada da discussão olhou pro Waldir, que veio na direção dele com uma arma de fogo. No meio da confusão ali, ele atirou na cabeça do meu pai, que não caiu na hora, botou a mão na cabeça e olhou para o Waldir que atirou outra vez na cabeça e meu pai caiu morto”.
Segundo ela, o atirador pretendia matar o amigo da vítima também. A filha segue o relato dizendo que após ter atirado na cabeça de Agnaldo, “Waldir olhou para o amigo do meu pai, apontando a arma para ele e falando “E aí Gordão, você vai rodar também”.
O suspeito de homicídio teria apontado a arma para cabeça do Gordão, que estava no local, e quando Waldir tentou disparar, a arma travou.
Em seguida, Bianca disse que Waldir fechou o bar e fugiu. “A desculpa que muitos estão dando é de que ele é um idoso doente. Idoso doente fica em casa, não em bar. Agora o que eu não acho justo é botar meu pai como ladrão nessa história. Ele morreu de uma maneira que ninguém merecer, dois tiros na cabeça e um nas costas”.
O caso foi registrado na Central de Flagrantes de Mogi e está sob investigação.