Folclore político: cidade ganha quatro semáforos num único ponto do centro
Uma história do consultor Gaudêncio Torquato que remete, de algum modo, à famosa “rotatória do Habib’s”, no Mogilar, em Mogi das Cruzes: Um prefeito de Santa Rita do Sapucaí (MG) , ao ver nomeado um amigo para comandar o Detran mineiro, correu até ele e pediu: “Amigo, me arranje umas sinaleiras para minha cidade. Vai […]
16/10/2022 07h17, Atualizado há 46 meses
Uma história do consultor Gaudêncio Torquato que remete, de algum modo, à famosa “rotatória do Habib’s”, no Mogilar, em Mogi das Cruzes:
Um prefeito de Santa Rita do Sapucaí (MG) , ao ver nomeado um amigo para comandar o Detran mineiro, correu até ele e pediu: “Amigo, me arranje umas sinaleiras para minha cidade. Vai ser o maior sucesso.”
O diretor ainda procurou administrar a euforia do prefeito:
“Compadre, está difícil mas vou me esforçar para lhe arrumar quatro semáforos. Mas, por favor, não espalhe.”.
Ao chegar a Santa Rita, um mês depois, viu os quatro semáforos colocados no mesmo lugar do centro.
Questionou o amigo que, sorriso no canto da boca, respondeu:
“Ora, compadre, você esqueceu? Me lembro bem: você bem que me pediu para não espalhar os faróis…”
Prove, se for capaz!
A história tem inúmeras versões, como tantas do folclore político.
Esta teria se passado na Câmara de Salesópolis, há muitos anos, quando o líder da oposição discutia com o líder do prefeito no Legislativo:
“V.Excia. é um teleguiado, sem personalidade, que só sabe cumprir ordens”.
E o outro, de pronto:
“Sou líder. E o líder tem de dizer o que o Executivo pensa”.
O oposicionista reagiu:
“Critico o comportamento de V. Excia. por ser um homem de recados, um verdadeiro robô do prefeito desta cidade!”
Ao ouvir aquilo, o adversário explodiu e, irritadíssimo, já pronto para ir aos finalmentes com o opositor, replicou, mais um vez, em alto e bom som:
“Senhor vereador, até agora discutia com V. Excia. porque não me sentia agredido. Agora V. Excia. vai ter de provar a esta Casa quando eu roubei o prefeito”.
A sessão acabou por ali mesmo.
Histórias do Fumaça
Fumaça era desses personagens inesquecíveis, que perambulava por Mogi, nos anos 60 e 70. Toninho Andari, assessor de Promoção Social da Prefeitura, encontrou-o, certa vez, deitado na calçada da antiga estação rodoviária. Ligou para o Ambulatório Municipal, o Samu da época, e ordenou que levassem Fumaça para lá, dessem banho, comida, roupa nova e internação definitiva junto à Liga Humanitária.
Fumaça foi embora no dia seguinte.
Dias mais tarde, Toninho Andari voltou a encontrá-lo, numa calçada.
Passou-lhe um sermão e avisou que iria mandá-lo de volta ao Ambulatório.
Fumaça fez que não ouviu. Mas quando Andari parou de falar, ele retrucou:
“Quanto é que você ganha por cada cabeça que você manda para lá?”
O bom samaritano decidiu deixar Fumaça por ali mesmo…