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Frente Legislativa encaminha um manifesto de repúdio ao governador contra o pedágio

A Frente Legislativa Intermunicipal (FLI), formada por 12 presidentes das câmaras do Alto Tietê e região, decidiu encaminhar um documento ao governador João Doria Junior (PSDB) para manifestar o repúdio das casas legislativas contra a implantação de praças de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.   O manifesto foi elaborado na sexta-feira (28), durante encontro realizado […]

Por O Diário
31/05/2021 17h38, Atualizado há 60 meses

A Frente Legislativa Intermunicipal (FLI), formada por 12 presidentes das câmaras do Alto Tietê e região, decidiu encaminhar um documento ao governador João Doria Junior (PSDB) para manifestar o repúdio das casas legislativas contra a implantação de praças de pedágios nas rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga.  

O manifesto foi elaborado na sexta-feira (28), durante encontro realizado na Câmara Municipal de Suzano, como forma de demonstrar a união de forças envolvendo autoridades públicas municipais, estaduais e federais e sociedade civil organizada, contrárias à implantação de praças de pedágio nas rodovias.

No documento, os manifestantes relembram a contrariedade de toda a população desde o início desse processo, que começou com a audiência pública realizada em outubro de 2019, em Mogi, pela Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), para apresentar o plano de concessão das rodovias litorâneas, prevendo inicialmente o pedágio só no km 45 da Mogi-Dutra, e a “indignação” de toda a cidade com a publicação de um novo edital de concessão, no último dia 14,  que prevê a construção de praças de cobranças também no km 95 da Mogi-Bertioga.

A partir daí, os integrantes da Frente Legislativa apresentam os diversos motivos pelos quais repudiam a proposta de instalação de pedágio, “totalmente rejeitada pela população do Alto Tietê, que não pode ser penalizada com o pagamento de mais estas tarifas, sob o pretexto de serem necessárias para o investimento em obras de ampliação e modernização das rodovias, de obrigatoriedade do Governo do Estado”.
A eventual cobrança de tarifas nas rodovias, segundo os autores, além de comprometer o crescimento, vai dividir a cidade ao meio, com o isolamento de uma grande parcela da população, que teria de pagar para trafegar dentro dos limites territoriais em uma rodovia que foi construída unicamente com recursos municipais.

Foram destacados ainda outros itens que impactarão negativamente toda a região do Alto Tietê como prejuízo ao desenvolvimento econômico e social, com impacto direto e indireto na indústria e comércio; elevação exponencial do custo financeiro para usuários da rodovia como trabalhadores de indústrias, estudantes e moradores entre outros; possibilidade real de inviabilização da expansão industrial do Taboão; prejuízo à agricultura, decorrente da falta de igualdade de condições para competição com produtores agrícolas de outras regiões do Estado.

Os legisladores observam também que essa medida “não se justifica”, uma vez que a Mogi-Dutra já é duplicada desde 2006 e, portanto, a concessão desta rodovia para a iniciativa privada não traria benefício à cidade e demais municípios do Alto Tietê. Afirmam ainda que é “absurda a proposta”.

 

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