Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Governador Paulo Egydio almoça na casa do pintor Volpi e é surpreendido

Esta quem envia para a coluna é o arquiteto Paulo Pinhal.  Quando Alfredo Volpi fez 80 anos,  o pintor das bandeirinhas, que  viveu por muito tempo em Mogi, foi chamado pelo governador Paulo Egydio Martins para almoçar no Palácio dos Bandeirantes.  Recusou o convite. “O que vou fazer em um palácio?”, justificou. “Por que ele […]

Por O Diário
06/03/2022 08h45, Atualizado há 54 meses

Esta quem envia para a coluna é o arquiteto Paulo Pinhal. 

Quando Alfredo Volpi fez 80 anos,  o pintor das bandeirinhas, que  viveu por muito tempo em Mogi, foi chamado pelo governador Paulo Egydio Martins para almoçar no Palácio dos Bandeirantes. 

Recusou o convite. “O que vou fazer em um palácio?”, justificou. “Por que ele não vem aqui?”- replicou o artista. 

Pois o governador Paulo Egydio aceitou o convite, de pronto, e foi até o bairro do Cambuci, onde Volpi morava, em São Paulo . 
Comeu macarronada e, na saída, recebeu como presente  uma daquelas gravuras sem assinatura do autor , que deixariam de ter valor comercial. Volpi, por fim, resolveu  colocar seu nome na obra de arte e, na hora, depois de pensar um pouco, virou-se para o visitante e perguntou:  “Eh! Como é mesmo o seu nome?” 

Comentário do mogiano Pinhal: 

“ O mundo de Volpi era mesmo outro…”

Mantendo as aparências. Como bons amigos

Houve um tempo em que Junji Abe e Valdemar Costa Neto, devido a problemas políticos, não passavam juntos pela mesma ponte. 
E justamente nesta época, foram ambos convidados para a inauguração de um prédio administrativo da NGK, cujos dirigentes, à época, sem conhecimento das diferenças entre ambos, acabaram por colocá-los, lado a lado, na  solenidade. 

Como convinha às boas normas de civilidade, os dois se comportaram cavalheirescamente, enquanto, na plateia,  havia quem esperasse – e até torcesse – pelo pior. 

Terminada a inauguração, os dois ainda foram convidados a plantar árvores do lado externo da indústria. 

Entre os espectadores, a aposta: qual delas vingaria. 

José Roberto Elias Rodrigues, que testemunhou o fato, garante que voltou ao local, anos depois, e pôde constatar que as duas árvores estavam lá, belas e frondosas.

Chamem um engenheiro!!!

Viajando pelo interior de Minas, o arquiteto Marcos Vasconcelos encontrou um grupo de trabalhadores abrindo uma estrada:
– Esta estrada vai até onde?

– Muito longe, muito longe, doutor. Atravessa o vale, retorce na beirada da serra, quebra pela esquerda, retoma pela direita, desemboca em frente, e vai indo, vai indo, até chegar a Ponte Nova, passando pelos baixios e cabeceiras.

– Vocês têm engenheiro, arquiteto, teodolito, instrumentos de medição?

– Num tem não, doutor. Nós tem um burro, que nós manda ir andando, andando. Por onde ele for, aí é o melhor caminho. Nós vai picando, picando.

– E quando não tem burro?

– Aí não tem jeito, doutor; nós chama um engenheiro mesmo. 
(História contada pelo consultor Gaudêncio Torquato)
 

Mais noticias

Virar a noite estudando pode fazer você aprender menos: entenda o papel do sono na memória

Excesso de proteína: veja limites e cuidados com a popularização dos produtos “proteicos”

Hospital veterinário de Mogi das Cruzes amplia horário de atendimento até às 22h a partir de segunda-feira (17)

Veja Também