Governo é rápido com pedágio, mas lento com obras para Mogi
A agilidade demonstrada pelo governo estadual para o andamento do processo de implantação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra, definitivamente não é a mesma adotada em relação às obras para pavimentação e retificação da estrada da Volta Fria e de reconstrução da ponte sobre o rio Tietê, na altura do bairro Rio Abaixo, no caminho […]
17/08/2021 17h24, Atualizado há 60 meses
A agilidade demonstrada pelo governo estadual para o andamento do processo de implantação de um pedágio na rodovia Mogi-Dutra, definitivamente não é a mesma adotada em relação às obras para pavimentação e retificação da estrada da Volta Fria e de reconstrução da ponte sobre o rio Tietê, na altura do bairro Rio Abaixo, no caminho para o distrito de Jundiapeba.
A estrada da Volta Fria está prometida desde o início do governo João Doria (PSDB), quando o secretário João Octaviano Rodrigues, de Logística e Transportes, visitou a via, em companhia do deputado federal Marco Bertaiolli (PSDB). Depois de percorrer todo o trecho, Octaviano certificou-se de que a estrada realmente necessitava de asfaltamento e a ponte sobre o Tietê de reconstrução.
As duas obras passaram a fazer parte do cronograma oficial da Secretaria de Logística e Transportes e estavam prometidas para o final do primeiro ano do atual governo, quando aconteceu o primeiro adiamento. Com o início da pandemia, outras vezes as obras acabaram sendo adiadas, sempre para o próximo anúncio do governo para estradas vicinais do interior.
Inúmeros anúncios foram feitos sem que a estrada e a ponte fossem beneficiadas. A partir do momento em que a cidade passou a contestar o pedágio que o governo quer impingir goela abaixo dos mogianos e demais moradores do Alto Tietê, mais adiamentos continuaram a ocorrer, até que, no mês passado, o deputado Estevam Galvão (DEM), um dos principais aliados do governo, recebeu a promessa de que a pavimentação da Volta Fria viria no pacote a ser anunciado neste mês de agosto. Aí, o governo já não falava mais na obra da ponte, sem a qual, a melhoria na estrada pouco irá significar, já que os carros estão impossibilitados de passar pela estrutura, já condenada, mas que ainda se mantém de pé, sobre o rio Tietê.
Ao voltar a falar com o vice-governador Rodrigo Garcia, nesta semana, o aliado do governo recebeu a mesma informação já repetida inúmeras outras vezes para outros parlamentares e também para a imprensa: as obras serão incluídas no pacote de licitações do próximo mês, no caso, setembro.
Está difícil saber se o governo estadual, com tantos adiamentos, quer fazer a todos de Mogi e região de bobos, ou se quer transformar as obras da Volta Fria em moeda de troca para conseguir implantar o seu pedágio caça-níqueis, livre das pressões que a região vem promovendo sobre Doria & Cia.
Se a primeira opção for correta, a resposta dos tolos será dada nas urnas, em outubro do próximo ano; mas se a segunda for a esperada, as autoridades da cidade já garantiram, publicamente: “Mogi das Cruzes não está à venda”, rechaçando tal tipo de barganha inaceitável.