Grupo faz novo ato contra Bolsonaro no Largo do Rosário
Movimentos sociais e coletivos de Mogi das Cruzes aderem neste sábado (19) às manifestações nacionais a favor do impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Um ato teve início às 10 horas, no Largo do Rosário, na região central da cidade – similar ao realizado no último dia 29. Todos os participantes usavam […]
19/06/2021 09h04, Atualizado há 62 meses
Movimentos sociais e coletivos de Mogi das Cruzes aderem neste sábado (19) às manifestações nacionais a favor do impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). Um ato teve início às 10 horas, no Largo do Rosário, na região central da cidade – similar ao realizado no último dia 29. Todos os participantes usavam máscara de proteção contra o novo coronavírus, mas havia aglomeração.
Além do grito contra Bolsonaro e pedidos de vacina, as causas antirracista, feminista e LGBT também são pauta da manifestação, que reúne nomes ligados à Cultura e Educação, além de partidos de oposição.
“Não vamos tirar a máscara, vamos tirar o governo”, disseram os manifestantes.
Durante o ato, houve um momneto de bate boca entre os participantes, que discutiram brevemente, mas logo a manifestação seguiu sem confusão. Ao lado do local onde os organizadores do evento se concentravam estava montanda uma tenda de oração.
A vereadora do PSOL, Inês Paz, convidou a população a participar dos atos. “O Largo do Rosário é uma praça de luta. Queremos a luta por justiça e democracia. Não aguentamos mais esse governo que não dá vacina para todo mundo. Nesse momento, Mogi das Cruzes está falando para a população que nós não queremos este governo”, disse Inês.
“Se continuar nesse processo, vamos ter muito mais brasileiros e brasileiras mortas” acrescentou a parlamentar.
Um dos participantes, Fernando Godinho, representante do Movimento de Lutas nas Vilas e Favelas do MLB, destacou a desigualdade social no país. “”Precisamos nos unir e mostrar para o presidente que não estamos satisfeitos. A classe mais pobre é quem mais sofre. Muitas pessoas nem têm o que comer, enquanto ele está no palácio fazendo a churrascada”, disse.
Durante a manifestação, chamou a atenção um homem vestido com roupas de proteção hospitalar e máscara, segurando um papel com a bandeira do Brasil em preto e branco com a frase: “Eu te responsabilizo Bolsonaro”.
Após o ato, parte dos manifestantes devem partir para a Capital Paulista. Na avenida Paulista está agendado outro protesto, com concentração às 14 horas.
Outras cidades do país, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, também têm atos marcados.
A manifestação deste sábado foi um dos assuntos pautados na visita do ex-candidato a prefeito de São Paulo Guilherme Boulos à região. O político cumpriu agenda de encontros, visitas para se aproximar das lideranças e discutir demandas da cidade e região como parte da estratégia para sua candidatura em 2022.
Custo
As manifestações contra o presidente Jair Bolsonaro custarão R$ 381 mil aos cofres públicos paulistas. Os recursos serão gastos na mobilização de um esquema de segurança, segundo apurou o jornal Estadão.
Somente no maior ato, na avenida Paulista, em São Paulo, a Polícia Militar (PM) vai mobilizar cerca de 400 policiais, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Foram escalados policiais do batalhão territorial e de unidades especializadas, com aproximadamente 120 viaturas, duas aeronaves e seis drones.
Outras unidades da PM permanecerão de prontidão e, se necessário, serão deslocadas para prestar apoio. A Secretaria informou que a PM também estará mobilizada para garantir a segurança em manifestações em outras regiões do Estado.