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Grupo Solidários do Amor vê crescer o total de pessoas em situação de rua de Mogi e Suzano

Iniciado há quatro anos, o projeto Solidários do Amor redirecionou a assistência à pessoa em situação de rua por causa da pandemia do novo coroanvírus. Segundo o grupo – que planeja a atuação em 2022 – cresceu o número de pessoas sem um lar em Mogi das Cruzes e Suzano.  Antes da pandemia, além de […]

Por O Diário
09/12/2021 13h42, Atualizado há 57 meses

Iniciado há quatro anos, o projeto Solidários do Amor redirecionou a assistência à pessoa em situação de rua por causa da pandemia do novo coroanvírus. Segundo o grupo – que planeja a atuação em 2022 – cresceu o número de pessoas sem um lar em Mogi das Cruzes e Suzano. 

Antes da pandemia, além de um prato de comida servido a quem estivesse em praças e ruas, os cerca de 15 voluntários ampliavam a escuta e chegavam a encaminhar algumas dessas pessoas em situação de vulnerabilidade, quando elas assim desejavam, para uma clínica de reabilização. Com a crise sanitária, o trabalho social se fixou no preparo e distribuição de uma marmitex, uma vez por mês, sem o contato com os assistidos, para atender aos protocolos sanitários.

Nesse período de enfrentamento da Covid-19, nova realidade foi notada pelo pastor Anderson Marques, 41 anos, um dos responsáveis por essa jornada e integrante da Igreja Mays (Iniciais da frase O Senhor Está Aqui). Segundo afirma, mais pessoas estão nas ruas, inclusive houve aumento de núcleos familiares, formados por pais e filhos. “São pessoas que perderam o emprego e a casa”, comenta.

Por sábado, uma vez por mês, entre 60 a 100 pratos são preparados pela cozinheira Joana Tosatti, que é católica. O espírito ecumênico é característica da ação.  “Não há qualquer limite de raça, religião, todos estão dispostos a ajudar”, acrescenta.

O Solidários do Amor atua em Mogi das Cruzes e Suzano, e já encaminhou 12 pessoas a clínicas de tratamento da dependência química, quando, segundo Anderson Marques, “a pessoa demonstra esse desejo”.

Na maioria dos casos, as pessoas voltaram para a ruas, mas há exceções. “Temos um caso de um rapaz, que foi acolhido, foi indicado para um emprego, e até casou”, diz o pastor.

Segundo ele, o trabalho foi inspirado em uma famosa mensagem do Evangalho de Mateus: “Por que tive fome, e destes-me de comer, tive sede, e destes-me de beber”.

“Depois dessa frase, os apóstolos quiseram saber o que isso significava e Jesus explicou que os famintos eram os pequeninos , que deveriam ser acolhidos, E, é isso, essas pessoas são as que mais necessitam porque sequer têm uma casa, como a maioria possui”.

O pastor observa que na atuação nas ruas, ele percebeu que a maior parte dos cidadãos é do sexo masculino, em um proporção de 85% de homens e 15% de mulheres, mas há crianças e adolescentes, que acompanham famílias, e passaram a ser mais identificadas após o início da pandemia.

A idade prevalente é acima dos 45 anos.Também pela percepção do pastor, 60% dos assistidos são fixos, e o restante rotativo – pessoas que são encontradas uma primeira vez ou poucas vezes.

Pandemia

Também por causa desse estado de excepcionalidade, a demanda por cesta básica foi ampliada.

Outra constatação foi a redução do encaminhamento de assistidos ao tratamento da dependência(o Instituto de Ações Comunitárias é parceiro da grupo). Isso porque houve um recuo nos recursos que anteriormente as casas de atendimento e entidades sociais recebiam.

A expectativa é, com a estabilização dos índices de contágio da Covid-19, a retomada desse braço do Solidários do Amor  seja concretizada.

Nas próximas semanas, os integrantes do Solidários do Amor realizarão o planejamento da atuação em 2022. “Se houver a possibilidade, a  ideia é retornar à nossa essência e não apenas oferecer a comida, mas também a escuta e a assistência social”. antecipou. 

Quem faz

Além dos voluntários que cuidam do preparo e da distribuição do alimento, o Solidários do Amor recebe doações de dezenas de pessoas, como alimentos, roupas e outros gêneros de necessidade e produtos descartáveis. 

Saiba mais

Esse programa faz parte de um projeto denominado Missões Urbanas, e pode ser acompanhado nas redes sociais no perfil Solidários do Amor de Mogi das Cruzes.

Os alimentos são preparados na casa da cozinheira voluntária Joana Tosatti, no Residencial Mirage, em Braz Cubas. Já a distribuição atende pessoas em situação de rua de Mogi das Cruzes e Suzano.

Adesões e informações sobre essa obra social podem ser obtidas nos telefones (11) 99757-4467 (André Marques), (11) 93081-2258 (Luiza Marques) e (11) 99709-0386 (Mauricio Tosatti).

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