Após atraso, DAEE fará o desassoreamento do rio Tietê, em Mogi, na próxima semana
O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) garantiu que dará início, até a próxima semana, ao desassoreamento e remoção de vegetação macrófita no Rio Tietê, em Mogi das Cruzes. Os serviços serão realizados no trecho denominado lote 4,5, que tem início do Córrego Sabino – que fica na saída para a Mogi-Salesópolis – e […]
01/02/2022 11h23, Atualizado há 55 meses
O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) garantiu que dará início, até a próxima semana, ao desassoreamento e remoção de vegetação macrófita no Rio Tietê, em Mogi das Cruzes. Os serviços serão realizados no trecho denominado lote 4,5, que tem início do Córrego Sabino – que fica na saída para a Mogi-Salesópolis – e vai até a ponte da Av. João XXII, em César de Souza, numa extensão aproximada de 4.950 metros.
Esse trabalho é uma necessidade antiga da cidade e, desde 2018, o DAEE afirma que realiza estudos para que eles pudessem ser efetivados. Somente anos depois, no início de 2021, o órgão anunciou que faria a limpeza do trecho, com a verba proveniente do Fehidro e também do DAEE. No total, serão investidos R$ 11,8 milhões na retirada de 52,4 mil metros cúbicos de sedimentos. Os trabalhos terão prazo de execução de 9 meses após a ordem de serviço.
Mesmo com todas as definições, o órgão ainda atrasou o início dos serviços. Em novembro do ano passado, prometeu que o desassoreamento aconteceria em dezembro, mas nada foi feito. Essa ação por parte do órgão do Governo do Estado é fundamental para que os pontos de alagamentos da cidade sejam minimizados neste período de chuvas intensas. Janeiro de 2022 foi o mês mais chuvoso em Mogi nos últimos 16 anos e, até as 7 horas desta terça-feira, registrou 506 milímetros de chuva na medição diária realizada pelo DAEE, na Ponte Grande.
Ainda assim, é necessário que seja feita a limpeza do trecho urbano do rio Tietê, que fica depois da ponte da João XXIII. É a partir dali que fica a maior quantidade de lixo, com sacolas e garrafas plásticas, além de outras sujeiras. Isso tudo leva um maior risco de inundações aos bairros da cidade. Questionado sobre o assunto, o DAEE informou que o trabalho de desassoreamento do lote 4,5, informado anteriormente, deverá atenuar o problema relatado, particularmente em relação ao aporte de sedimentos e vegetação flutuante, como aguapés.
“Os resíduos depositados no fundo dos rios e que serão removidos durante o processo de desassoreamento serão encaminhados para descarte em locais apropriados. Com relação aos resíduos flutuantes, o DAEE informa que não atua no serviço de remoção. Segundo a legislação vigente, a coleta e destinação final de resíduos sólidos domiciliares e resíduos de limpeza urbana é responsabilidade das prefeituras, de acordo com os termos do item C, do inciso I, artigo 3° da lei Federal nº 11.445/2007, alterada pela Lei nº 14.026/2020”, trouxe a nota enviada na tarde desta terça-feira (1) a O DIário.
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No último domingo (30), quando foram registrados 116 milímetros de chuva, o prefeito Caio Cunha (PODE) esteve no Mogilar, com a equipe da Defesa Civil e da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana, onde mostrou a situação das ruas do bairro, que apresentavam acúmulo de água. As inundações também foram registradas em outros pontos que ficam próximo ao rio Tietê, como o Rodeio, Vila Industrial e a Ponte grande.
A Prefeitura, então, iniciou os procedimentos para reforçar junto ao Governo do Estado e ao Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) a solicitação para que fosse realizado o desassoreamento do rio Tietê no trecho que passa pela cidade. A Administração Municipal reforçou que o rio Tietê é o principal curso d’água que corta o município e seu desassoreamento é muito importante para melhorar o sistema de escoamento de águas pluviais no município, colaborando para evitar a ocorrência de inundações e mesmo alagamentos.
Intervenções do Alto Tietê
Entre 2020 e 2021, o DAEE realizou um pacote de desassoreamento na região do Alto Tietê. Dentre as ações que beneficiaram a região de Mogi Das Cruzes estão: o desassoreamento rio Jundiaí, na divisa dos municípios de Mogi das Cruzes e Suzano. As máquinas recolheram 38,6 mil m³ de sedimentos em um trecho de três quilômetros, entre a avenida das Orquídeas, na várzea do Tietê, e a rua José Pereira.
O órgão realizou também o desassoreamento no rio Jaguari em um trecho de 1,3 mil metros na divisa de Suzano e Itaquaquecetuba, entre a foz junto ao rio Tietê e a estrada do Prejuno, no total foram removidos 14,2 mil m³ de sedimentos no trecho.