Aposentado reclama de demora para transferência de paciente na cidade
A demora para conseguir a transferência de uma paciente da Unidade Clinica Ambulatorial (Única) de Jundiapeba para o Hospital Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, causou “indignação” no aposentado Edson Luiz dos Santos, que nessa sexta-feira (4) disse que esperou por mais de cinco horas para conseguir uma ambulância para transportar a esposa dele, Sônia […]
04/02/2022 18h11, Atualizado há 55 meses
A demora para conseguir a transferência de uma paciente da Unidade Clinica Ambulatorial (Única) de Jundiapeba para o Hospital Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, causou “indignação” no aposentado Edson Luiz dos Santos, que nessa sexta-feira (4) disse que esperou por mais de cinco horas para conseguir uma ambulância para transportar a esposa dele, Sônia Maria Brandão Cunha, que está com problema de infecção no pé, impossibilitada de andar.
“Levei a minha esposa até a Unica, porque ela está com uma inflamação no pé e não consegue andar. Ficamos lá das 8 até as 15 horas para conseguir a ambulância para fazer a transferência dela. Isso é um descaso com a população”, relata Edson, ao criticar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O aposentado deixa claro que a esposa foi bem atendida por funcionários do Unica e que a reclamação é por causa da demora. “Ela estava gritando de dor e não podia fazer nada a não ser esperar”, acrescenta. “Não justifica uma cidade com a estrutura de Mogi, demorar tanto tempo para transferir uma paciente”.
Questionada pela reportagem de O Diário, a Secretaria Municipal de Saúde, “lamenta pela demora”, mas informa que a Central de Urgências, Remoções e Emergências (Cure 192) prioriza os atendimentos de acordo com a gravidade e classificação de risco do paciente.
“No momento do chamado, que ocorreu às 10h30, as equipes do Samu estavam empenhadas em outras ocorrências de maior urgência (atendimento de AVC; trabalho de parto; convulsão; acidente, etc) e o caso da senhora Sônia Maria Brandão Cunha foi classificado como verde (baixa gravidade e sem risco de morte)”, detalha a nota encaminhada pela Pasta de Saúde.
Além disso, a Secretaria de Saúde alega que “a paciente aguardou pela transferência dentro de uma unidade de saúde, tendo, em caso de necessidade, todos os recursos necessários de assistência”.