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Área invadida na Vila São Francisco é alvo de queimadas; veja vídeo

A invasão de área na Vila São Francisco, com início no último dia 6 de março, vem gerando mais transtornos aos moradores das proximidades. Além de denunciarem baderna, consumo de drogas e álcool no local, furto de energia elétrica e outros em geral, as famílias residentes na redondeza também reclamam da ausência da Guarda Municipal […]

Por O Diário
30/06/2021 17h45, Atualizado há 62 meses

A invasão de área na Vila São Francisco, com início no último dia 6 de março, vem gerando mais transtornos aos moradores das proximidades. Além de denunciarem baderna, consumo de drogas e álcool no local, furto de energia elétrica e outros em geral, as famílias residentes na redondeza também reclamam da ausência da Guarda Municipal no terreno e das queimadas que os invasores provocam na vegetação.

“Todos os dias ligamos para a Guarda Municipal e eles falam que não adianta, que está em processo. Nós sofremos aqui todos os dias com estas queimadas, que nos sufocam, em frente ao Solaro dos Pássaros, Helbor Villagio e Antonello. Não estamos mais aguentando isso aqui. Já furtaram energia elétrica desde que chegaram, em março. Não sei onde tomam banho e têm acesso à água potável, porque aqui só tinha mato”, reclama um dos moradores vizinhos à área que não será identificado para evitar represálias.

Procurada por O Diário, a Secretaria Municipal de Segurança informa que mantém o monitoramento da Guarda Municipal no terreno da Vila São Francisco para evitar novas ocupações no local e garantir o congelamento da área. “Paralelamente a isso, a corporação também intensificou o patrulhamento nas regiões próximas ao local. A população pode fazer denúncias sobre crimes ou comportamentos suspeitos pelos telefones 190, da Polícia Militar, e 181, que é o Disque Denúncia da Polícia Civil”, trouxe a nota enviada pela Coordenadoria de Comunicação nesta quarta-feira (30) ao jornal.

A Prefeitura reforçou que a Secretaria Municipal de Assistência Social também está atuando no caso, com foco em dialogar com os ocupantes e apurar situações específicas, aprofundando o levantamento inicial realizado na área e buscando ofertar proteção social e outras soluções, de acordo com as necessidades identificadas.

“Estudo social feito na área mostra que a ocupação está em situação de extrema precariedade e risco à saúde pública, com a inexistência de fornecimento de água, de esgotamento sanitário, além da devastação da vegetação, o que culminou com a morte de animais nativos e, ainda, a presença de animais peçonhentos e vetores de doenças graves, como aranhas e carrapatos. O objetivo da Prefeitura é garantir dignidade e melhores condições de vida para as pessoas que lá estão”, completa a nota encaminhada a O Diário.

As equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social já notificaram as pessoas que ocupam a área particular na Vila São Francisco a comparecerem à sede da pasta. O objetivo é a identificação de situações pontuais e tentativa de se encontrar alternativas para proteção social do grupo formado por 216 pessoas.

A Prefeitura também afirma que busca, junto aos moradores e à empresa Trefiltubo, que detém a posse da área, apesar de não ter iniciado atividade fabril no lugar, “alternativas para a oferta de proteção social às pessoas que lá estão”.

No último dia 6 de maio, uma pesquisa revelou que a ocupação contava com 291 unidades (barracos), sendo 176 não habitadas ou inacabadas, 46 identificadas sem ocupantes e 69 habitadas. Das 69 unidades ocupadas, em 52 as pessoas declararam que são de outras cidades, sendo a maioria da zona leste de São Paulo e 17 famílias disseram ser de Mogi. Ao todo, foram constatadas 216 pessoas presentes na área, sendo 129 adultos e 87 crianças e adolescentes. 

A Assistência Social, a invasão se iniciou com a ação de grupos provenientes de outras cidades. A Prefeitura afirma ter providenciado o fechamento da área, “com o intuito de evitar novas invasões, ação essa que não compreendeu a remoção de nenhuma família do local”. A medida foi adotada após liminar concedida pelo juiz Eduardo Carvert, da Vara da Fazenda Pública, que determinou o congelamento da área, proibindo terraplanagem, remoção de terra, derrubada de vegetação e modificação da estrutura já existente e da condição do local.

A reportagem entrou em contato com o advogado André Norio Hiratsuka, da empresa Trefiltubo. Ele informou que há previsão de reintegração em breve. “Mas infelizmente não podemos dar mais detalhes no momento, pois existe uma ação que tratamita em segredo de Justiça”, disse.

 

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