Caio Cunha participa de transmissão de cargo na Prefeitura
Após a cerimônia de posse que aconteceu nesta sexta-feira (1) na Câmara Municipal, o prefeito Caio Cunha (PODE) esteve na sede da Prefeitura onde participou da transmissão de cargo e foi recebido pelo ex-chefe do executivo, Marcus Melo (PSDB). Cunha falou sobre a futura gestão e revelou que uma das primeiras medidas adotadas nos próximos […]
01/01/2021 18h47, Atualizado há 67 meses
Após a cerimônia de posse que aconteceu nesta sexta-feira (1) na Câmara Municipal, o prefeito Caio Cunha (PODE) esteve na sede da Prefeitura onde participou da transmissão de cargo e foi recebido pelo ex-chefe do executivo, Marcus Melo (PSDB). Cunha falou sobre a futura gestão e revelou que uma das primeiras medidas adotadas nos próximos dias será a criação de um comitê para atuar na contenção do novo coronavírus.
“A pandemia é algo que preocupa a todos. Estamos no início de uma segunda onda, então a gente tem que ter muita responsabilidade não só com a questão sanitária, mas também com a economia e com a questão social. Principalmente porque o benefício dado pelo Governo Federal está para acabar. Então, a gente tem esse compromisso de analisar a cidade como um todo não adianta olhar só para a saúde”, explicou o prefeito.
Cunha ressaltou ainda a importância da manutenção do médico Henrique Naufel no cargo de secretário municipal de Saúde. Ele afirmou que o chefe da pasta é hoje na cidade a pessoa mais experiente em gestão de saúde durante a pandemia. Desde o dia em que foi eleito, o prefeito já estava em conversas constantes com Naufel para ficar a par dos dados municipais relativos à doença.
Na próxima terça-feira, uma reunião com todos os prefeitos das cidades que integram o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) deverá discutir as próximas decisões a serem tomas na Região.
“Mogi já absorve grande parte dos adoentados de Covid e agora estamos pensando algo em conjunto para a nossa região pra tratar essa questão tão preocupante. A princípio não há nenhuma intenção de ter hospital de campanha, a gente passou por uma experiência que mostra que pode ser feito de uma outra maneira. A gente acaba saindo na frente por conta de uma experiência de quase um ano enfrentando a pandemia. Todas as decisões vão ser tomadas de uma forma muito cautelosa e também contando com o bom senso de toda a população”, disse.
Sobre as determinações do Governo do Estado referente às fases do Plano São Paulo, Cunha disse que pretende dar maior protagonismo à Mogi no sentido de melhorar o que for orientado. Ele explicou que não pretende desobedecer o que for determinado, mas que é possível fazer protocolos que atendam às necessidades da cidade.
Hoje, o novo prefeito publicou o primeiro decreto de sua gestão. Sob o nº 19.812/2021, o documento estabelece o “não aumento real no presente exercício fiscal nos valores unitários de metro quadrado de terrenos e construções, utilizados para base de cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU)”. A manutenção nos valores do IPTU foi uma das principais promessas de campanha de Cunha.
“A gente fez questão de logo no primeiro decreto firmar esse compromisso nosso de não ter aumento real do IPTU e de simplesmente seguir o reajuste inflacionário. Isso acontecerá para os próximos quatro anos. Mogi já sofreu em demasia com o aumento do imposto anterior. Então, agora não seria justo com a população da cidade ter novos aumentos. A cidade passará por esses quatro anos somente com o reajuste inflacionário”, garantiu.
Ainda sobre os próximos passos a serem dados, o prefeito contou que outra comissão está sendo formada. Esta será liderada pelo secretário de Governo, Francisco Camargo, conhecido como Cochi, e ficará responsável pela renegociação e análise de todos os contratos vigentes hoje na Prefeitura.
Sobre as pastas que ainda estão sem liderança, a Esportes e a do Meio Ambiente, Cunha afirmou que alguns nomes estão sendo analisados e deverão ser anunciados ainda nos primeiros dias de janeiro.
Quem também falou sobre os planos para a Administração Municipal foi a vice-prefeita Priscila Yamagami (PODE). Ela disse que, assim como aconteceu desde o início do projeto, a ideia é que ela e Cunha compartilhem as decisões. E também falou sobre seu papel de mediadora dentro do governo municipal.
“Desde o início do nosso projeto a gente entende que a integração entre as pastas, poder transitar para buscar resultados para a cidade, faz muito sentido. Assim, a gente entende os problemas da cidade de uma forma integrada. Então, a questão da integração entre os secretários e nossos servidores ela é muito necessária. Nesse sentido, eu gosto dessa articulação. Alguns até me questionaram sobre a pasta de Educação por eu ser professora. Claro que eu estarei muito próxima deles, mas articulando as outras pastas também. E, com certeza, ajudando, contribuindo e decidindo junto”, frisou Priscila.
Transmissão de Cargo
Na Prefeitura, o ex-prefeito Marcus Melo afirmou que deixa o cargo com sentimento de dever cumprido, após “quatro anos de muito trabalho”. Na visão dele, a cidade avançou em todas as áreas durante sua gestão e, por isso, ele deixa agora uma cidade melhor do que encontrou quatro anos atrás.
“Como prefeito a gente sempre quer fazer mais, é natural. O sistema do Brasil é bem burocrático e às vezes acaba dificultando obras, projetos e serviços a serem implementados. A própria pandemia neste ano e a crise que vivemos em 2017 também trouxeram dificuldades. Fica aquele sentimento de querer fazer algo a mais e querer melhorar ainda mais a vida das pessoas. Saio com sentimento de gratidão a todos os colaboradores da Prefeitura”, finalizou.