Câmara de Mogi oficializa a criação da Frente Parlamentar Contra o Pedágio
Integrantes da Frente Parlamentar Contra o Pedágio na Mogi-Dutra pedem a todos os vereadores da Câmara Municipal que intensifiquem os contatos com deputados dos seus partidos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), aumentando assim a mobilização contra a cobrança de tarifas na principal via de acesso do município, como planeja a Agência […]
06/07/2021 18h09, Atualizado há 61 meses
Integrantes da Frente Parlamentar Contra o Pedágio na Mogi-Dutra pedem a todos os vereadores da Câmara Municipal que intensifiquem os contatos com deputados dos seus partidos na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), aumentando assim a mobilização contra a cobrança de tarifas na principal via de acesso do município, como planeja a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp).
O tema foi abordado pela vereadora Malu Fernandes (SD), após a aprovação, durante a sessão desta terça-feira (6), do projeto que oficializa a formação dessa nova Frente Parlamentar, instituída na Casa para acompanhar as discussões e as estratégias que estão sendo adotadas por lideranças da cidade e região para rever o edital de concessão de rodovias litorâneas publicados pelo governo do Estado.
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A vereadora, que participa do grupo de trabalho, cita as ações realizadas nos últimos meses, como as reuniões com representantes do movimento Pedágio Não, protestos promovidos por lideranças de toda a região, além de representações feitas na Justiça contra essa medida. “Faço agora um apelo aos vereadores que façam a ponte com os deputados dos seus partidos porque essa é uma forma de aumentar a pressão”, destacou.
Da mesma forma, a vereadora Inês Paz (PSOL) também reforçou a importância do envolvimento da Câmara nessa luta. “Temos que demostrar mais força e mais mobilização contra esse pedágio, que vai interferir na vida das pessoas. Toda a sociedade civil também tem que se mobilizar de fato”, observa a parlamentar, que já conseguiu apoio de representantes do PSOL no Estado.
Outro que se manifestou foi o vereador Mauro de Assis Margarido (PSOL), o Maurinho do Despachante, também defendendo a união de força junto ao Estado para que não aconteça essa “afronta contra a cidade”.
Projeto
Para justificar a instalação da Frente Parlamentar, os autores do projeto apontam uma série de impactos que o pedágio vai trazer para Mogi das Cruzes, começando pelo preço da tarifa, calculada em R$ 8,60 (valor previsto antes do aumento das tarifas promovido na semana passada) nos dois sentidos da rodovia Mogi-Dutra, um custo que vai prejudicar motoristas e moradores da região, comprometendo também desenvolvimento regional, econômico e social de Mogi.
O grupo observa que aqueles que as pessoas que precisam trabalhar em São Paulo e motoristas que fazem o caminho entre Mogi e São Paulo e vice-versa já pagam o pedágio na Rodovia Ayrton Senna, e com mais uma praça de cobrança na Mogi-Dutra, vão ter que pagar duas tarifas para ir e duas para voltar da Capital.
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Baseado em cálculos da Frente Parlamentar, os cerca de um terço de trabalhadores da cidade que se deslocam à São Paulo, vão ter que pagar R$ 378,40 a mais, considerando 22 dias viagens por mês.
O projeto dos integrantes da nova pasta também alerta para reflexo da medida aos moradores de bairros periféricos, que teriam dificuldades em se deslocar entre os bairros e para região central em busca de ferramentas públicas, como hospitais, escolas, serviços e compras, o que resultaria em processo de empobrecimento e miséria naquela área.
Destacam ainda, no texto da matéria, que a medida vai deixar os trabalhadores de indústrias isolados, o que afetará o mercado de trabalho e o emprego e renda da população, dificultará o escoamento de alimentos, além de aumentar do custo de transporte de mercadorias, impactando o consumidor final por conta do repasse do valor,
Composição
Além dos membros efetivos na formação da Frente Parlamentar, sugerida pela vereadora Malu, junto com a bancada do Podemos na Câmara representada por Eduardo Otta, Johnross Jones Lima e Maurino José da Silva, também é permitida a participação de outros vereadores, membros colaboradores, de representantes de entidades, públicas ou privadas, envolvidas com os objetivos do grupo de trabalho.
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As reuniões da Frente Parlamentar são públicas e o portal da Câmara manterá um link para acesso aos trabalhos, bem como a relação dos membros e agenda de atividades.