Câmara de Mogi promove o 1º Seminário de Hortas Comunitárias nesta quinta-feira (4)
A Câmara de Mogi das Cruzes sediará nesta quinta-feira (03), o 1° Seminário de Hortas Comunitárias da cidade, um evento que está sendo promovido pelo vereador Johnross Jones de Lima (PODE), autor de um projeto de lei, em tramitação no Legislativo, que pretende instituir o programa como um marco legal no município para impulsionador a […]
03/08/2023 14h23, Atualizado há 36 meses
A Câmara de Mogi das Cruzes sediará nesta quinta-feira (03), o 1° Seminário de Hortas Comunitárias da cidade, um evento que está sendo promovido pelo vereador Johnross Jones de Lima (PODE), autor de um projeto de lei, em tramitação no Legislativo, que pretende instituir o programa como um marco legal no município para impulsionador a prática da agricultura urbana sustentável, de forma a incrementar e proporcionar uma alimentação saudável aos munícipes.
Várias autoridades do setor e lideranças políticas estão sendo esperadas para o evento que acontece a partir das 19 horas, e será transmitido ao vivo pela TV Câmara e redes sociais.
De acordo com o vereador, são as razões que justificam iniciativa, dentre as quais:
Segurança alimentar – O aumento da população urbana faz crescer a necessidade e dependência de alimentos produzidos em áreas rurais, portanto, mais distantes. No entanto, isso pode aumentar os riscos de continuidade na cadeia de suprimentos de alimentos, como aconteceu durante a pandemia da Covid-19. As hortas comunitárias podem ajudar a garantir a segurança alimentar local, permitindo que as pessoas cultivem seus próprios alimentos.
Saúde – As hortas comunitárias propõem e desenvolvem uma alimentação saudável, oferecendo aos membros da comunidade acesso a frutas, hortaliças e vegetais, frescos e orgânicos. A dificuldade de acesso a alimentos saudáveis é um grande desafio nas grandes cidades, especialmente nos locais mais expostos socialmente e de baixa renda.
Comunidade – As hortas comunitárias devem ser espaços de convivência humana e fraterna, onde as pessoas se reúnem para trabalhar juntas, compartilhando conhecimento e se conectando com a natureza. Isso contribui decisivamente para a construção de comunidades unidas e resilientes.
Sustentabilidade – A agricultura urbana deve colaborar com a redução da geração de poluição na cidade, evitando a necessidade de transporte de alimentos de longa distância. Além disso, as hortas comunitárias podem usar técnicas de cultivo sustentável, como por exemplo, com o uso de compostagem, aproveitamento de água da chuva, etc.
Educação – As hortas comunitárias podem ser usadas como espaço educador – como de fato já o são em diversas cidades – oferecendo oportunidades de aprendizagem sobre o cultivo de alimentos, a conservação da natureza e a importância da alimentação saudável. Isso é especialmente importante para crianças e jovens que muitas vezes estão desconectados do meio ambiente e da produção de alimentos.
Finanças – O resultado das hortas comunitárias – frutas, legumes, hortaliças, dentre outros cultivos – certamente impactam a vida financeira das famílias, posto que deixarão de despender recursos financeiros para a aquisição destes;
O vereador alega ainda que a proposta favorece especialmente aquelas pessoas em grau de vulnerabilidade social maior. As hortas serão gerenciadas pelos próprios moradores da comunidade, que serão responsáveis pela manutenção e produção dos alimentos; e se destinam ao cultivo de alimentos orgânicos, visando a promoção da alimentação saudável e a redução do impacto ambiental. Ele reforça que será vedada a utilização de agrotóxicos e produtos.