Câmara propõe ampliar a ajuda financeira a famílias carentes de Mogi
As famílias em situação de vulnerabilidade na cidade podem receber por mais um período o auxílio emergencial mogiano, se o prefeito Caio Cunha (PODE) atender ao pedido que está sendo feito pela Câmara de Vereadores para que o município transfira a essa população as sobras de recursos destinados aos empresários. Há informações de que empresários […]
15/06/2021 18h45, Atualizado há 62 meses
As famílias em situação de vulnerabilidade na cidade podem receber por mais um período o auxílio emergencial mogiano, se o prefeito Caio Cunha (PODE) atender ao pedido que está sendo feito pela Câmara de Vereadores para que o município transfira a essa população as sobras de recursos destinados aos empresários. Há informações de que empresários não solicitaram o benefício disponibilizado a todos os inscritos no Simples Nacional. A Prefeitura informa que vai analisar o pedido, mas não confirma essa possibilidade.
A indicação que pede a transferência de recursos, apresentada pelo vereador José Luiz Furtado (PSDB) foi muito debatida antes de ser aprovada durante a sessão desta terça-feira, e a maioria se posicionou a favor da medida. O autor da propositura entende que essa é uma maneira de reduzir a fome na cidade. Ele citou, inclusive, a reportagem publicada por O Diário na edição impressa do sábado (12), com o título “Mogi tem Fome”, mostrando a situação de fragilidade de muitas famílias e as ações que vem sendo adotada no município para amenizar o problema.
O objetivo da lei municipal 7.662, de 14 de abril 2021, que prevê pagamento de benefícios é o de ajudar os empresários impactados pela pandemia, com a destinação de um valor total de R$ 6.727.200,00. O programa prevê o atendimento de 7.687 empresas que estariam aptas a solicitar a ajuda, estipulada no valor de R$ 300 a R$ 1,5 mil, de acordo com número de funcionários contratados pela empresa.
Furtado disse que foi informado que boa parte das empresas não aderiu ao Auxilio Empresarial. “Estamos pedindo a transferência dos recursos para ampliar a contribuição às três famílias, beneficiadas com três parcelas de R$ 100”, esclarece. Outra sugestão dele é para que as sobras sejam destinadas aos Microempreendedores Individuais (MEI), que não foram atendidos pelo programa.
Prorrogação
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico informa que, até o momento, 802 empresas já se cadastraram para ter acesso ao benefício e 385 receberam recursos. Foram pagos R$ 305,7 mil em primeiras parcelas e R$ 114,3 mil em segundas, totalizando R$ 420 mil. A estimativa inicial era de beneficiar até 7.687 empreendedores, com até R$ 6.727.200.
A Prefeitura de Mogi também esclarece que o prazo de cadastramento no Auxílio Empresarial Mogiano foi prorrogado até o final deste mês de junho, com previsão de ampliação no número de solicitações. Paralelamente a isso, explica que já estão sendo feitos levantamentos para destinar os recursos que não forem utilizados no pagamento do Auxílio Empresarial em ações voltadas aos Microempreendedores Individuais (MEI).
Mesmo assim, a Secretaria de Desenvolvimento destaca que “as sugestões e indicações da Câmara Municipal são importantes, pois colaboram com a gestão da cidade, e que estas, com certeza, serão analisadas” .