Campanha Sinal Vermelho contra violência doméstica é instituída em Mogi
Mogi das Cruzes deve instituir oficialmente na cidade a Campanha Permanente de Cooperação e Código Sinal Vermelho, contra a Violência Doméstica, movimento realizado com o apoio das farmácias e comércio para ajudar as mulheres a denunciar os agressores ao sinalizar o pedido de socorro, expondo a mão com uma marca em forma de X, feita […]
30/06/2021 16h19, Atualizado há 62 meses
Mogi das Cruzes deve instituir oficialmente na cidade a Campanha Permanente de Cooperação e Código Sinal Vermelho, contra a Violência Doméstica, movimento realizado com o apoio das farmácias e comércio para ajudar as mulheres a denunciar os agressores ao sinalizar o pedido de socorro, expondo a mão com uma marca em forma de X, feita com caneta, batom ou outro material acessível, se possível na cor vermelha.
O projeto de lei que pretende oferecer mais segurança às mulheres, apresentado pelo vereador Francimário Vieira de Macedo (PL), o Farofa, e aprovado por unanimidade durante a sessão desta terça-feira (29), teve como inspiração a campanha nacional lançada no ano passado pela Associação de Magistrados Brasileiros (AMB) e pelo Conselho Nacional de Justiça para incentivar as denúncias em farmácias de todo o País.
Para justificar o projeto, Farofa observa o aumento dos índices de feminicídio, no início da pandemia em 2020, cresceram 22,2% em comparação aos meses de março e abril de 2019, segundo números divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que motivaram o Poder Judiciário a propor uma nova estratégia para tentar frear a violência contra a mulher
Para fazer a denúncia por meio de símbolo vermelho, a vítima, que geralmente está sob a vigilância do agressor, desenha um X na mão e mostra à pessoa que está fazendo o atendimento na farmácia, que diante do sinal de uma denúncia, é orientado a acionar a polícia em defesa da vítima.
“Essa é mais uma ferramenta que pode ser usada para coibir as agressões. A medida é importante para frear os índices de violência e feminicídio, que aumentaram muito na pandemia. Para ter eficácia no município, o projeto precisa de uma ampla divulgação, com a ajuda do poder público e da imprensa, orientando as vitimas e também as farmácias, e demais comércios da cidade a respeito de mais esse recurso”, destacou Farofa
A vereadora Fernanda Moreno (MDB) também reforçou a importância da medida que incentiva as mulheres a denunciar. “Toda iniciativa é válida para que possamos ajudar as mulheres a fugir desse tipo de violência que a pandemia só aumentou”, enfatizou
Outra que se pronunciou sobre o assunto daurante a sesão foi a vereadora Inês Paz (PSOL), para destacar também a necessidade ampliar a discussão sobre políticas públicas, com a participação de entidades e movimemto em defesa da mulher.