Câncer vence o derradeiro desafio de Jair Máximo, o “Jajá”
Faleceu, às 21h30 de sábado (31), no Hospital Luzia de Pinho, no bairro do Mogilar, em Mogi das Cruzes, o comerciante e ex-jogador de futebol, Jair Máximo, o “Jajá”, aos 68 anos, vítima de um câncer, contra o qual vinha lutando durante os últimos cinco anos. O velório será a partir das 12h30 às 16h30, […]
01/11/2020 10h06, Atualizado há 68 meses
Faleceu, às 21h30 de sábado (31), no Hospital Luzia de Pinho, no bairro do Mogilar, em Mogi das Cruzes, o comerciante e ex-jogador de futebol, Jair Máximo, o “Jajá”, aos 68 anos, vítima de um câncer, contra o qual vinha lutando durante os últimos cinco anos. O velório será a partir das 12h30 às 16h30, na Sala 4 do Velório Cristo Redentor. Em seguida, ele será sepultado no Cemitério São Salvador.
“Jajá”, integrante da tradicional família Máximo, de César de Souza era pessoa muito conhecida na cidade pela sua atuação como comerciante – era dono de uma padaria naquele distrito–, mas principalmente pela sua trajetória como jogador de futebol.
O ponta direita, rápido e eficiente, atuou pelos principais clubes da cidade. Jogou pelo União FC, Comercial, Primeiro de Setembro, entre outros. Antes de ser acometido pelo câncer, integrava a equipe de Veteranos do Vila Santista, que costumava enfrentar seus adversários nas tardes de sábado, na sede do clube, na Ponte Grande, ou até em outras cidades da região.
Capaz de fazer amigos com muita facilidade, Jajá era uma espécie de unanimidade positiva, pois estava sempre envolvido com eventos, em especial os gastronômicos, sempre ao lado de muitos amigos.
Antes de se dedicar ao comércio, ele trabalhou na área de controle de qualidade da antiga Huber Warco, de César de Souza, posteriormente adquirida pela Dresser.
Logo após descobrir que estava com câncer, ele iniciou o tratamento e parecia ter contido a doença, que acabou voltando de uma maneira muito violenta. Nos últimos dias, ele esteve internado no Hospital Luzia de Pinho Melo e, já bastante debilitado, acabou falecendo na noite de sábado.
A morte de “Jajá”, provocou inúmeras manifestações de carinho de seus amigos e familiares nas redes sociais.
Tuani Máximo, uma de suas duas filhas (a outra chama-se Tassia), escreveu, no Facebook: “ Hoje é o dia mais triste da minha vida, meu coração está em luto, meu paizinho foi morar junto com Deus. A sua história foi linda aqui na terra. Sempre guerreiro, lutou até o último minuto, mas sua missão chegou ao fim. Muito obrigada por tudo que fez por nós, obrigada por ter sido o nosso pai, e ter permitido sermos as suas filhas, as suas princesas, como você dizia!
Comigo ficarão as lembranças de tudo que vivemos, de todos nossos momentos, nossa conexão é única e será para sempre, um dia nos reencontraremos!”
Carlos Rogério Serapião, hoje morador em Uberlândia (MG), lembrou os tempos em que jogaram juntos no Vila Santista e lamentou a morte do “grande amigo”.
O cantor e compositor Sebastião Xavier, presidente da Escola de Samba Unidos da Vila Industrial, também se mostrou consternado com a perda e postou uma foto segurando um quadro de autoria do próprio “Jajá”, retratando o Bar Miolo da Vila, onde os Veteranos do Vila Santista costumam se reunir após as partidas de sábado à tarde.
O comerciante André França também lembrou que teve “o privilégio de jogar futebol” ao lado de “Jajá” e concluiu: “Perdi mais um, tá ficando chato, muito chato…”
Outro colega de futebol, José Benedito Silva, escreveu: “Você foi um bravo que lutou pela vida, mas infelizmente a doença o venceu. Que Deus o receba com todas as honras.”