Canto de Cabocla tem comidas juninas e música ao vivo, com segurança
Em um mundo sem pandemia, haveria, nesta época do ano, dezenas de festas juninas, quadrilhas e arraiás. Mas, pelo segundo ano consecutivo, estes eventos não acontecem, para evitar aglomerações e portanto, o contágio da Covid-19. Felizmente, grupos como o Canto de Cabocla, de Mogi das Cruzes, têm uma alternativa. Para celebrar o “arraiá”, “festa milenar […]
11/06/2021 15h48, Atualizado há 62 meses
Em um mundo sem pandemia, haveria, nesta época do ano, dezenas de festas juninas, quadrilhas e arraiás. Mas, pelo segundo ano consecutivo, estes eventos não acontecem, para evitar aglomerações e portanto, o contágio da Covid-19. Felizmente, grupos como o Canto de Cabocla, de Mogi das Cruzes, têm uma alternativa.
Para celebrar o “arraiá”, “festa milenar que é atemporal”, o espaço preparou uma programação diferenciada, considerando todos os protocolos de segurança e distanciamento social. É possível reservar um “kit” com a cultura caipira em formato de gastronomia, e também dá para curtir música ao vivo, com a voz e o violão de Sandra Vianna.
No repertório de Sandra, que também é a gestora do local, há um pouco de música regional e também faixas autorais. “Fazemos um som bem regionalizado, que remete ao ‘caipiresco’ do sertão. Além, claro, das tradicionais canções juninas”.
O show, porém, é para poucos. Com uso obrigatório de máscara, apenas 20 pessoas por vez podem frequentar o salão, localizado ao número 914 da rua Barão de Jaceguai, no Centro da cidade. O horário de funcionamento é das 12 às 16 horas, e também é possível passar lá para fazer a retirada das “cestas juninas”, que custam R$ 50 para uma pessoa e R$ 100 para duas, mais taxa de entrega.
Dentro das cestas, produzidas artesanalmente, há cuscuz, doce de abóbora, arroz doce, bolo de milho, buraco quente, brigadeiro de paçoca e até mesmo vinho quente. Mais informações estão disponíveis pelo telefone (11) 9.4476-7221.
Desde as pequenas bandeirolas que decoram as caixinhas até os produtos em si, tudo é pensado para “remeter aos sabores deste tempo, já que não estamos tendo festas juninas”, comenta Sandra Vianna, que integra o coletivo de mulheres que prepara e embala individualmente todos os insumos.
Segundo ela, é oportunidade de celebrar uma “festa milenar, de origem pagã”. “Era a celebração da colheita, principalmente de milho. Como a Igreja Católica não conseguiu interromper estes festejos, os santos foram atrelados, mas o ensejo continua sendo o mesmo: a partilha, a fartura”.
Vale lembrar que muitos dos supermercados da cidade estão com tendas repletas de produtos juninos, como paçoca, canjica, milho, amendoim e outros, facilitando com muitas famílias façam o arraiá em casa, com segurança.