Ciclista Alessandro Palazzi começa reabilitação nesta segunda
42 dias após ter sido atropelado por um carro na Avenida Yoshiteru Onishi, no Mogilar, em Mogi das Cruzes, Alessandro Palazzi começará a fazer reabilitação nesta segunda-feira (19). O ciclista, além de diversas fraturas e complicações na coluna e no crânio, teve a perna amputada e já se prepara para adquirir uma prótese que o […]
18/07/2021 16h12, Atualizado há 61 meses
42 dias após ter sido atropelado por um carro na Avenida Yoshiteru Onishi, no Mogilar, em Mogi das Cruzes, Alessandro Palazzi começará a fazer reabilitação nesta segunda-feira (19). O ciclista, além de diversas fraturas e complicações na coluna e no crânio, teve a perna amputada e já se prepara para adquirir uma prótese que o permita continuar pedalando.
Após sucesso na cirurgia na coluna no dia 8, Alessandro não teve sequelas mentais e está em casa desde o dia 10. Ele passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) na última terça-feira, dia 13, e agora se recupera, junto da família.
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“A equipe médica que fez a cirurgia (da coluna) foi maravilhosa. Ele praticamente saiu do centro cirúrgico movimentando o pescoço. Teve que fazer um enxerto, mas está bem. Como ficou muito tempo internado, parado, ainda se sente dolorido, com movimentos meio limitados. Mas graças a Deus está cada dia melhor”, diz o pai dele, Nilson de Souza, 66.
É também Nilson quem dá a boa notícia: um centro de reabilitação não governamental de Mogi das Cruzes ofereceu um tratamento para seu filho. “E confirmaram que iniciam a reabilitação na segunda-feira (19), a partir das 15 horas”.
Além disso, o pai da vítima tem se movimentado para conseguir uma prótese para o membro inferior direito de Alessandro, que após sofrer esmagamento, teve de ser amputado “por estar muito infeccionado” e “para evitar que a infecção passasse para outras partes do corpo”.
“Tivemos a informação de três empresas que fabricam próteses e entramos em contato, explicando o tipo de prótese que ele vai precisar, para voltar a pedalar. Como foi acima do joelho, há algumas especiais para este tipo de prática”, explica Nilson, que está em contato com fornecedores de São José dos Campos, São Paulo e Sorocaba, com visitas marcadas a partir desta quarta-feira (21).
A princípio, a prótese custaria algo “entre R$ 20 e R$ 28 mil reais, aproximadamente”, e Nilson faz questão de afirmar que está custeando sozinho, com as próprias economias.
Divergências
Após realização do exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) na última terça-feira (13), o advogado de Alessandro, José Beraldo, revelou ao G1 que a estratégia da defesa é a de que o caso seja tratado como tentativa de homicídio.
Já o advogado Juliano Melo Duarte, que representa o motorista Henrique Lisboa Reis – que dirigia um Audi e não parou para prestar socorro-, disse que não houve dolo eventual e sim um lamentável acidente de trânsito com vítima e que vai se manifestar após a conclusão da apuração e do inquérito policial.
A polêmica se estende para além disso, já que na visão de Juliano a família de seu cliente tem prestado apoio aos ciclista e acompanhado o quadro de saúde dele, o que é desmentido por Nilson.
“Durante este período todo, temos ouvido que a família tem prestado toda assistência para nós. Mas no dia do acidente só fomos comunicados pela polícia militar às 11 horas. O primeiro contato que tivemos com o pai do rapaz foi ás 11h30, quando ele foi devolver o celular que ficou preso no para brisa do carro. A partir daí recebemos ligações tentando saber como Alessandro estava, mas ajuda ou assistência médica, ou qualquer tipo de assistência, não nos foi dada”, encerra o pai de Alessandro.