Ciclista atropelado no Mogilar continua intubado, em estado grave
Continua intubado, em estado grave no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, o ciclista Alessandro Palazzi, de 40 anos. Ele foi atropelado por um carro no último domingo (6), na avenida Yoshiteru Onishi, no Mogilar, e teve diversas faturas, como na tíbia e no nariz, além de sangramento interno no crânio. O motorista fugiu […]
12/06/2021 08h55, Atualizado há 62 meses
Continua intubado, em estado grave no Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, o ciclista Alessandro Palazzi, de 40 anos. Ele foi atropelado por um carro no último domingo (6), na avenida Yoshiteru Onishi, no Mogilar, e teve diversas faturas, como na tíbia e no nariz, além de sangramento interno no crânio. O motorista fugiu do local, sem prestar socorro.
Quem atualiza o estado de saúde da vítima a O Diário é o pai dele, Nilson de Souza, 66. “O último boletim médico mostra que a fratura da tíbia foi resolvida. Na parte interna do abdômen, rim, fígado e baço, nada foi afetado. Mas ele quebrou o nariz, teve um corte na testa e sangramento interno no crânio”, conta ele, triste em ver o filho, que trabalha como vendedor, “sedado e intubado, com colar cervical”.
O quadro de Alessandro é, no entanto, ainda mais extenso. “O capacete segurou o impacto, mas no cérebro houve outras várias micro fraturas”, continua Nilson, que se preocupa com a coluna do filho. “Ele está com um problema na coluna, no disco. Provavelmente terá que fazer uma cirurgia, para que não venha a prejudicar a medula, o que deve ser feito em um hospital de referência em São Paulo”.
Para ser transferido a outra unidade de saúde, o paciente precisa estar acordado, segundo o pai, o que já está começando a acontecer. “Nosso medo era ele ter paralisia, mas graças a Deus, já teve alguns estímulos. Mexeu os olhos e os braços, mas bem devagar”.
O estado de saúde, porém, “ainda é grave”, mas “com pequenas melhoras”. Nilson comemora o fato da equipe médica ter conseguido salvar seu filho, que chegou ao Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo correndo risco de morte. “Ele nunca fumou, nunca bebeu. Corre de cinco a sete quilômetros à noite, então tem estrutura óssea muito forte”, analisa o pai.
Ao dar todos estes detalhes, Nilson espera conseguir atenção à causa dos ciclistas, que pedem mais apoio ao poder público. Ontem, aliás, ele esteve presente em uma reunião na Câmara Municipal, onde representantes de divesos coletivos de ciclistas entregaram uma carta com várias reivindicações à Comissão de Transportes. Leia mais.
A defesa
O advogado Juliano Melo Duarte representa o motorista Henrique Lisboa Reis, suspeito de dirigir o veículo que atropelou o ciclista.
De acordo com o advogado, a família de seu cliente tem prestado apoio aos familiares do ciclista e acompanhado o quadro de saúde dele. “O que eles mais esperam e aguardam é a breve recuperação do ciclista”, disse o advogado.
Duarte disse ainda que a versão do cliente dele é de que trafegava pela avenida Yoshiteru Onishi na manha do domingo, quando foi surpreendido pelo ciclista, que não estava na ciclovia existe no local, e não teve tempo de desviar.
“Essa semana o Henrique se apresentou expontaneamente na delegacia e prestou todos os esclarecimentos. Ele e a família estão muito abalados com tudo o que aconteceu”, diz o advogado.