Mesmo sem estar concluída, ciclofaixa da João XXIII já recebe ciclistas
Prometida para outubro de 2021, a implantação da ciclofaixa da avenida João XXIII, que ligará César de Souza ao Socorro, em Mogi das Cruzes, ainda não foi concluída. Mas, como a pintura está pronta e quase toda a sinalização está instalada, inclusive com tachões do tipo “tartaruga” nas áreas mais perigosas, os ciclistas têm usado […]
25/01/2022 15h07, Atualizado há 55 meses
Prometida para outubro de 2021, a implantação da ciclofaixa da avenida João XXIII, que ligará César de Souza ao Socorro, em Mogi das Cruzes, ainda não foi concluída. Mas, como a pintura está pronta e quase toda a sinalização está instalada, inclusive com tachões do tipo “tartaruga” nas áreas mais perigosas, os ciclistas têm usado o equipamento. E os motoristas respeitam o espaço.
O trecho – que é misto e envolve tanto “ciclofaixa” como “ciclovia compartilhada”, como este jornal já detalhou-, vem sendo adiado constantemente. A promessa inicial era para outubro, mas naquele mês O Diário mostrou que a entrega atrasaria. No início de novembro, foi informada outra prorrogação, o que se repetiu pelo menos mais uma vez.
As obras, porém, continuaram no local. Novamente procurada para atualizar o tema, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana “informa que o trabalho de pintura foi realizado no mês de setembro. Com isso, o espaço a ser utilizado pelos ciclistas já está demarcado e deve ser obedecido pelos motoristas”.
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A nota continua. “Paralelamente a este trabalho de sinalização, uma série de intervenções foram realizadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana. São exemplos a nova ilha construída no encontro das avenidas Vereador Narciso Yague Guimarães e Santa Rita e a passagem para os ciclistas no canteiro central, próximo à ponte sobre o rio Tietê”.
O texto traz ainda a atualização mais recente sobre “a ciclofaixa que liga o distrito de César de Souza à região do Socorro”: “o trabalho de sinalização entrou em sua fase final com a colocação de tachões ao longo da ciclofaixa, para ampliar a separação entre o espaço dos ciclistas e dos veículos, já definido pela pintura”.
No entanto, apesar do estágio avançado das obras, a Prefeitura ainda não crava um prazo; apenas afirma que “a implantação está em andamento”. Contudo, esta etapa do processo já não parece ser tão necessária. Afinal, a administração pública reconhece que “as pessoas já estão naturalmente utilizando e os motoristas, em sua maioria, estão respeitando”.
A pintura já existente no local tem surtido o efeito esperado, de criar espaço exclusivo e seguro para a prática do ciclismo. Por isso, ao invés de pedir aos ciclistas evitem o equipamento, como foi feito em outros momentos, agora a Pasta responsável tem outra recomendação: “a cautela”.
Sobre a pintura, aliás, vale relembrar a explicação do diretor de Planejamento e Desenvolvimento da Secretaria Municipal de Transportes, José Guilherme Caseiro. Ele detalhou porquê a ciclofaixa não é completamente vermelha, a exemplo da que pode ser vista na rua Júlio Perotti.
A O Diário, ele disse que apenas as bordas serão vermelhas. “O manual permite fazer dos dois jeitos, e fazendo assim gera maior economia para o município”, argumentou, em outubro. “Assim, quando vai revitalizar, não precisa gastar tanto material, e a funcionalidade é a mesma”. No entanto, para chamar mais atenção dos motoristas, nos retornos será feita a pintura completa, chamada de “tapete”.