Comitê Gestor de Mogi se reúne para discutir novas ações de controle à pandemia
O Comitê Gestor de Retomada Gradativa das Atividades Econômicas da Prefeitura de Mogi se reúne na tarde desta sexta-feira (8) para avaliar as mudanças nas regras do Plano São Paulo e discutir novas ações para a cidade, que deve manter um rigor na fiscalização para que o município possa evoluir da atual fase amarela para […]
08/01/2021 15h30, Atualizado há 61 meses
O Comitê Gestor de Retomada Gradativa das Atividades Econômicas da Prefeitura de Mogi se reúne na tarde desta sexta-feira (8) para avaliar as mudanças nas regras do Plano São Paulo e discutir novas ações para a cidade, que deve manter um rigor na fiscalização para que o município possa evoluir da atual fase amarela para a verde na próxima avaliação do programa de flexibilização da pandemia, previsto para o dia 5 de fevereiro.
A partir de agora, na fase amarela, está permitido o funcionamento do comércio por dez horas, sendo que antes poderiam abrir até 12 horas por dia. Os bares e lanchonetes só podem atender com portas abertas até as 20h e não mais até 22h. Os demais serviços estão permitidos funcionar até as 22 horas, como no caso de shoppings e restaurantes.
O endurecimento de algumas medidas do Pano São Paulo foi anunciado durante coletiva realizada nesta sexta-feira pelo Centro de Contingência do Coronavírus do Estado para reclassificação do programa.
O Estado também estabeleceu maior rigor nas novas regras que para que as cidades possam avançar para a fase verde. Inicialmente a região precisava alcançar 40 internações e cinco óbitos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias para poder migrar para essa etapa mais flexível. Porém, agora será necessária a manutenção de 30 internações e três óbitos por 100 mil habitantes em duas semanas.
Houve ainda mudanças em critérios do plano sobre indicadores de índices da doença para controlar melhor a evolução da pandemia no Estado, com o acompanhamento mais rígido da variação para casos, mortes e internações.
O indicador principal do Plano SP agora será o número de internações por 100 mil habitantes, segundo o Estado, que prevê um período crítico para os próximos seis meses, apesar da esperança da vacina. A ocupação de leitos de UTI pode fazer com que a região retroceda para a fase laranja se passar dos 70%.
Mogi
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Mogi das Cruzes, Valterli Martinez disse que ficou “aliviado” com a permanência da região na fase amarela, mas solicitou ao Comitê de Mogi das Cruzes que publicação do novo decreto municipal determine as mudanças as partir de segunda-feira.
“Esse prazo é necessário para que os estabelecimentos possam se adaptar, mudar horários de funcionários, como no caso do Mogi Shopping, por exemplo, que pode funcionar até as 22 horas, mas terá que abrir duas horas mais tarde”, explica Martinez, que aguarda uma posição do comitê ainda nesta sexta-feira.
Alerta
A nova avaliação da classificação do Plano São Paulo será feita nos próximos 28 dias, mas o Centro de Contingência não descarta a possibilidade de intervenção se houver problemas com índices usados como critérios para o faseamento das regiões.
O governo alerta que se não houver a colaboração de todos os setores no que se refere a regras sanitárias e cumprimento de protocolos, a região corre o risco de retroceder para a fase laranja, muito mais restritiva para atividades.
Haverá um monitoramento e se os números de internações se agravarem, o comitê pode intervir antes de 5 de fevereiro, prazo previsto para uma nova classificação.
A classificação é baseada no número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis nos municípios que integram a Grande São Paulo, e que hoje têm uma ocupação média de 65,5% por 100 mil habitantes.
Nesta quinta-feira (7), o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat) contabilizou sete novos óbitos de coronavírus. Desde o início da pandemia a região soma 81.041 casos da doença, dos quais 69.253 pessoas já estão recuperadas.
As vítimas das últimas 24 horas são residentes nas cidades de Arujá, Itaquaquecetuba, Mogi Santa Isabel e Suzano.
Segundo dados do Condemat, os hospitais estaduais do Alto Tietê registram, atualmente, taxa de ocupação de 96% nos leitos destinados ao tratamento de pacientes com Covid-19.
Leitos
O Estado anunciou ainda a abertura de mais 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com a Covid-19 no Hospital das Clinicas Luzia de Pinho Melo, que hoje opera no limite de sua capacidade de ocupação. Outros 20 leitos devem ser abertos em mais duas unidades de saúde do Alto Tietê: dez leitos no Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos, e outros 10 no Hospital Padre Bento, em Guarulhos. Todas as unidades já são referência para tratamento da doença na região.
A medida, segundo a pasta, vai triplicar a capacidade da Terapia Intensiva do Luzia de Pinho Melo, que passará a contar com 30 leitos exclusivos para os pacientes contaminados com o novo coronavírus. O Regional de Ferraz, passará a ter 26 leitos de UTI, e Padre Bento ficará com 28 leitos.