“De que adianta ir para a igreja agora para morrer?”. Conselho de Pastores apoia ‘fase crítica’
O Conselho de Pastores e Obreiros de Mogi das Cruzes (Copomc) apoia as novas restrições da ‘fase crítica’ decretadas pelo prefeito Caio Cunha (PODE) para tentar conter o avanço da Covid-19. Diferente do Estado, em Mogi os cultos presenciais em templos ou igrejas estão suspensos desde o início do mês, quando a Prefeitura impôs regras […]
20/03/2021 17h30, Atualizado há 65 meses
O Conselho de Pastores e Obreiros de Mogi das Cruzes (Copomc) apoia as novas restrições da ‘fase crítica’ decretadas pelo prefeito Caio Cunha (PODE) para tentar conter o avanço da Covid-19. Diferente do Estado, em Mogi os cultos presenciais em templos ou igrejas estão suspensos desde o início do mês, quando a Prefeitura impôs regras mais rígidas para a quarentena. O presidente do Copomc, pastor José Miraídes Penha, avalia que a suspensão e aumento do rigor da quarena eram algumas das “únicas saídas” para contornar o grave momento que a cidade enfrenta. O líder religioso incentiva que os cultos sejam apenas virtuais e lembra, com tristeza, que Mogi perdeu 30 pastores por complicações da Covid-19, “muitos amigos de longa data” dele.
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Miraides reforça que é necessário evitar aglomerações e consequentemente aumento dos contágios do novo coronavírus. “É chato ficar em casa, a gente sente saudade da igreja e é difícil, mas do que adianta ir para a igreja agora para morrer?”, questiona.
“Eu perdi muitos amigos, pastores que estão conosco há 30 anos e morreram de forma muito dramática, sem poder respirar, homens e mulheres que tinha a vida toda pela frente”, acrescenta. “Sabemos que essa nova fase critica será momentânea, sendo que agora não temos outra saída a não ser evitar aglomerações e esperar a imunização da população”, alenta.
“Eu acredito que a Prefeitura de Mogi e também as prefeituras de todas as outras cidades do Estado estão sofrendo a mesma problemática, hospitais sem leitos. Até os países ricos tiveram problemas e sabemos que o Brasil tem hoje muitas dificuldades”, pontua Miraídes.
“Nenhum pais do mundo nenhum estava preparado para essa pandemia e a gente tem infelizmente, por não ter a vacina ainda. Só estaremos seguros com a vacina”, finaliza.