Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Demissão da irmã Elena do Instituto Placidina causa manifestações em Mogi

A demissão de parte da diretoria do Instituto Dona Placidina, em Mogi das Cruzes, tem causado descontentamento e debate entre a comunidade escolar e pessoas que se formaram na escola que, há quase 90 anos faz parte da rede educacional no município. Desde o ano passado, o padre João Paulo da Silva assumiu a direção […]

Por O Diário
01/07/2021 11h47, Atualizado há 62 meses

A demissão de parte da diretoria do Instituto Dona Placidina, em Mogi das Cruzes, tem causado descontentamento e debate entre a comunidade escolar e pessoas que se formaram na escola que, há quase 90 anos faz parte da rede educacional no município. Desde o ano passado, o padre João Paulo da Silva assumiu a direção do estabelecimento e decidiu desligar um dos principais nomes da instituição, a irmã Elena Ramos Bonfim, diretora pedagógica há 10 anos. A congregação das Irmãs Ursulinas está há 55 anos na administração da unidade.

Uma das manifestações foi feita pelo procurador de justiça do Ministério Público de São Paulo, Perseu Gentil Negrão. Em artigo sobre o assunto, ele destaca que o instituto foi fundado em 1931, por exigência do padre João Lourenço de Siqueira, que deixou os seus bens para a instituição pudesse atender crianças órfãs e pobres mas que, ao longo dos anos, se tornou uma importante escola particular da cidade. O sacerdote, lembrou Perseu,  orientou que o comando da entidade ocorresse por irmãs freiras.

No entanto, desde o ano passado, o padre João Paulo Silva, por determinação da Diocese de Mogi das Cruzes, assumiu a instituição e, na última semana, ele teria demitido a diretora irmã Elena, além das professoras Doralice e Patrícia.

Atualmente, o Instituto tem cerca de 1,5 mil alunos, sendo que ao menos a metade deles é bolsista. O valor da mensalidade também é mais acessível do que a maioria das escolas particulares da cidade.

O jornalista Francisco Ornellas abriu um abaixo-assinado, com o título “Somos todos Dona Placidina”, contra a demissão da irmã Elena. No fundamento, ele ressalta que o desligamento da irmã coloca em risco a permanência da Ordem de Santa Úrsula na condução pedagógica e a liberdade de cátedra no Instituto Dona Placidina.

“Este abaixo-assinado é em defesa da instituição que, há quase 90 anos, constrói uma comunidade melhor. Acolhe centenas de alunos, abriga muitos jovens carentes e serve como exemplo da união em favor da educação e formação de cidadãos dignos”, destaca.

A notícia chegou a Roma, na Itália. De lá, escreveu a madre geral das Irmãs Ursulinas, Giovanna Fiorile, ao bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini, destacando indignação e tristeza, sobretudo porque as autoridades local e central das Irmãs Ursulinas foram ignoradas.

“Espero que haja condições para a recuperação de um relacionamento gravemente ferido e comprometido. Tenho confiança na autoridade e, sobretudo, no mandato pastoral confiado à vossa pessoa”, destaca.

O Diário fez um contato com a irmã Elena, que não quis se manifestar.

Repercussão

Priscila Pedroso Domingues é mãe de uma aluna do sexto ano do ensino fundamental. Na avaliação dela, a direção da irmã Elena possui pontos positivos e negativos. Ela gosta da educação às crianças, da cobrança de uso de uniformes e de pudor no relacionamento entre as meninas e os meninos.

“Eu preciso saber quem vai entrar. Ela era muito rígida em algumas coisas, como uma vez que eu fui tentar uma vaga para a minha filha mais velha, mas ela disse que não, porque como uma já tinha a vaga, a outra não poderia. Eu não gostei, mas tive que entender”, pontuou Priscila.

Em um grupo que debate o cotidiano da cidade, nas redes sociais, a notícia da demissão causa um levante em apoio à irmã. Um dos participantes classifica como “lamentável” a decisão do padre. “Irmã Elena sempre agiu e contribuiu para o bom andamento do Instituto Dona Placidina… demissão mais que injusta”.

Mas há também quem defenda a demissão. “Acertadamente o padre vislumbra um novo tempo para a instituição. Parabéns pela iniciativa.”, citou uma participante.

A reportagem de O Diário procurou o bispo Dom Pedro Luiz Stringhini e também o padre João Paulo Silva, para ouvir a posição deles, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

Mais noticias

Maquiagem no inverno: 6 erros que podem prejudicar o resultado da produção

Lóris-lento-pigmeu: 7 curiosidades sobre esse pequeno primata 

Erva-mate: 3 benefícios para a saúde e como incluir na rotina

Veja Também