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Denúncia de fura-fila na Saúde em Mogi vira alvo de investigação

A Prefeitura de Mogi das Cruzes vai realizar um trabalho em parceria com o Ministério Público para apurar o envolvimento de servidores da Saúde em denúncias de fura fila da vacina contra a Covid-19, motivo da exoneração do ex-secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, nesta segunda-feira (12). O trabalho de apuração será feito com a […]

Por O Diário
13/04/2021 21h26, Atualizado há 64 meses

A Prefeitura de Mogi das Cruzes vai realizar um trabalho em parceria com o Ministério Público para apurar o envolvimento de servidores da Saúde em denúncias de fura fila da vacina contra a Covid-19, motivo da exoneração do ex-secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, nesta segunda-feira (12).

O trabalho de apuração será feito com a ajuda da nova comissão instituída pelo prefeito Caio Cunha (PODE) para dar continuidade às ações que vinham sendo realizados na Saúde, especialmente no que se refere ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

LEIA TAMBÉM: Com saída de Naufel, governo Caio tem quatro baixas em quatro meses

A comissão contará com a participação de três secretários: Lucas Porto (Gabinete); Francisco Cochi (Governo); e Ricardo Abílio (Finanças), além da adjunta da Saúde, Andréia Godoi, que assumiu interinamente a Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo informações da Prefeitura, a comissão também vai atuar em parceria com o Comitê da Saúde de Enfrentamento a Covid, com todos os diretores de hospitais da cidade. A primeira reunião para discutir as ações já foi realizada nesta terça-feira (13).

O principal desafio é manter o controle da Covid-19 e atender a demanda de pacientes no município, que já soma 970 mortes provocadas pela doença. A situação apresentou uma pequena melhora, mas ainda é preocupante com a ocupação de 73,3% de enfermaria e 84,5 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

“A comissão tem como objetivo resguardar o andamento dos trabalhos já desenvolvidos pela secretaria”, esclarece a Prefeitura.

Caso Naufel

O médico pediatra foi exonerado a pedido do MP por ter sido um dos primeiros a tomar o imunizante na cidade, apesar de não estar no grupo de profissionais que atua na linha de frente no atendimento de pacientes com a Covid-19.

Inicialmente o prefeito defendeu a permanência dele no cargo porque a denúncia se restringia a aplicação da dose no secretário. Porém a situação ficou insustentável após diligências realizadas pelo MP, que constatou que dezenas de servidores sob a responsabilidade dele, também foram vacinados indevidamente, pois exercem função administrativa e burocrática.

Diante dos novos fatos, além de exonerar o titular da pasta, sob a alegação de que esse tipo de atitude “não está alinhado com as diretrizes da atual gestão municipal, frente a gravidade da situação pandêmica e a alta demanda pelas vacinas contra a Covid-19”, a Prefeitura informa que vai continuar com as apurações sobre o envolvimento dos demais funcionários no caso.

Além disso, a gestão esclarece que a nova comissão vai fazer um diagnóstico da Pasta, levantando as informações existentes para oferecer mais transparência e, desta forma, auxiliar nos trabalhos do próprio Ministério Público. “A intenção é desenvolver um trabalho em paralelo e colaborar a apuração dos promotores”, reforça.

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