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Deputados do Alto Tietê apoiam Arthur Lira para a presidência da Câmara Federal

Os três deputados federais do Alto Tietê declararam apoio à candidatura de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara Federal, em Brasília. A expectativa é de que o parlamentar mais afinado com o governo do presidente Jair Bolsonaro consiga vencer o primeiro turno desta eleição disputada com mais oito adversários. A eleição será realizada […]

Por O Diário
30/01/2021 16h52, Atualizado há 64 meses

Os três deputados federais do Alto Tietê declararam apoio à candidatura de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara Federal, em Brasília. A expectativa é de que o parlamentar mais afinado com o governo do presidente Jair Bolsonaro consiga vencer o primeiro turno desta eleição disputada com mais oito adversários.

A eleição será realizada presencialmente no dia 1º de fevereiro para a escolha da nova mesa diretiva da Câmara no biênio 2021/22. Para ser eleito em primeiro turno, o postulante ao cargo precisa ter a maioria absoluta, isto é, 257 votos. Se não ocorrer, os dois mais votados se enfrentam no segundo turno. A disputa deve ficar entre Lira e Baleia Rossi (MDB-SP)

O deputado mogiano, Marco Bertaiolli (PSD), explica que vai votar no candidato do PP porque tem parlamentar do partido dele que integra a chapa de Arthur Lira na disputa por cargos na mesa diretiva.

“O PSD faz parte de uma composição com os demais partidos para formação da chapa de Arthur Lira e é natural que tenha participação na mesa”, avalia Bertaiolli, infomando que se Lira for eleito, o partido vai ficar com uma vice presidência .

Apesar de haver um movimento no sentido de atrelar o nome do representante do PP ao do presidente Bolsonaro, o deputado mogiano acredita no compromisso assumido por Lira de fazer uma gestão independente. “As pessoas tentam misturar, mas não tem nada a ver, porque a Câmara que tem dinâmica e vida própria”, acrescenta.

Ele disse que a expetativa é de que a partir dessa eleição, a Câmara possa prosseguir com as discussões sobre pautas importantes para o País. “O que queremos é ter tranquilidade para implementar as reformas que precisam ser feitas, como no caso das reformas tributária, administrativa e política”, enfatiza.

Os pedidos de impeachment do presidente, na visão de Bertaiolli, são outras questões, que não têm nada a ver com o apoio dele a Arthur Lira. “Se houver um pedido nesse sentido com base em um conjunto de razões e com as justificativas jurídicas necessárias, e se esse tema for colocado em pauta, será outra discussão”, esclarece.

O deputado, no entanto, não esconde seu descontentamento com a postura do Governo Federal no combate à pandemia e demora para agilizar a vacinação no País . “Existe uma falta de comando e de diretrizes, e em meio a isso a população fica insegura”, critica.

O parlamentar segue apontando ainda “as fragilidades” do Ministério da Saúde para controlar a pandemia, “perdendo vidas que poderiam ser poupadas se tivessem sido tomadas medidas mais duras contra pandemia”.

Região

O deputado federal Marcio Alvino (PL) é outro político do Alto Tietê a declarar o seu voto ao candidato apoiado por Bolsonaro. O parlamentar da cidade de Guararema diz que o partido dele também compõe a chapa de Arthur Lira, o favorito na disputa.   

“Acompanharei a decisão do Partido Liberal (PL) e votarei para presidente em Artur Lira e para vice-presidente, Marcelo Ramos, que é do meu partido”, confirma o parlamentar.

Ele também afirma que a relação dele com o presidente “é boa e institucional, atendendo a sociedade e o Estado”. Mas, mesmo assim faz algumas ponderações sobre a postura do Governo Federal no combate à pandemia da Covid-19.

Na opinião de Alvino, o Ministério da Saúde “poderia ter sido mais ágil” e preventivamente ter elaborado um Plano Nacional de Imunização para que assim que as vacinas fossem aprovadas pela Anvisa, independentemente do laboratório que estivesse responsável pela fabricação, para que tivesse agilizado o início da vacinação da população.

Porém, o parlamentar se declara contrário ao pedido impeachment do presidente Jair Bolsonaro. “Particularmente, não sou favorável, não é bom para o país trocar de presidente no meio do mandato e em meio a uma crise sem precedentes, isso causará muito mais instabilidade. Em 2022, a população terá oportunidade de trocar o presidente. Agora é o momento de unir forças para conter a pandemia e reduzir o número de infectados e mortos, para retomarmos nossas vidas com normalidade”, comenta.

O deputado federal Roberto de Lucena (PODE), a exemplo dos outros dois parlamentares do Alto Tietê, confirma seu apoio ao candidato do PP, e diz que essa é a orientação da sua legenda.

“A bancada do Podemos decidiu apoiar a candidatura de Arthur Lira no primeiro e no segundo turno, após assegurar seu compromisso em pautar o fim do foro privilegiado, prisão após condenação em segunda instância, reforma administrativa, reforma tributária e outras pautas defendidas pelo partido e de absoluto interesse social”, justifica.

Ele disse ainda que a relação dele com o presidente Bolsonaro “segue ótima”, e acha que “não há motivo para se falar em impeachment do presidente agora”.

Sobre a atuação do Governo Federal nesse processo de combate à Covid-19, Lucena entende que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello “é um general e um homem treinado para comandar e liderar em situações adversas e que trouxe certa estabilidade ao Ministério num momento difícil”.

Porém, Lucena disse que tem críticas à condução do enfrentamento à Covid, apesar de alegar que é preciso considerar decisão do STF em relação a autonomia dos estados e municípios e outros fatores. “Estamos distantes do final dessa crise ainda e quanto mais estáveis, melhor. A palavra de ordem agora deve ser a imunização da população”, reforça o parlamentar de Arujá.

Senado

A eleição para a escolha do novo presidente do Senado Federal para os próximos dois anos acontece também nesta segunda-feira (1). Cinco senadores estão na disputa: Jorge Kajuru (Cidadania-GO), Lasier Martins (Podemos-RS), Major Olimpio (PSL-SP), Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e Simone Tebet (MDB-MS). Novas candidaturas podem ser apresentadas até o dia da eleição.

 

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