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Dia dos Namorados causa aglomeração no comércio em Mogi

As compras de presentes de última hora para o Dia dos Namorados, comemorado neste sábado, 12 de junho, provocaram uma grande movimentação de consumidores na área central de Mogi das Cruzes, onde se concentram as principais lojas do comércio tradicional.  Apesar de a maioria das pessoas usar máscaras, se protegendo contra os riscos de contaminação […]

Por O Diário
12/06/2021 12h15, Atualizado há 62 meses

As compras de presentes de última hora para o Dia dos Namorados, comemorado neste sábado, 12 de junho, provocaram uma grande movimentação de consumidores na área central de Mogi das Cruzes, onde se concentram as principais lojas do comércio tradicional. 

Apesar de a maioria das pessoas usar máscaras, se protegendo contra os riscos de contaminação pelo novo coronavírus, houve quem circulasse sem o equipamento de proteção. A aglomeração de pessoas era evidente e foi registrada principalmente na região dos calçadões da rua Dr. Deodato Wertheimer e Paulo Frontin, no interior de algumas lojas e até mesmo dentro do Mercado Municipal.

Nas ruas do centro de Mogi, as lojas de roupas e calçados eram as mais procuradas pelas pessoas que procuravam comprar presentes para namorados, maridos ou esposas. 

As lojinhas de aparelhos eletrônicos, como rádios com funções blue tooth e pen drive, caixas de som portáteis, fones de ouvido e outros, assim como as que vendiam acessórios para celulares, também atraíam as atenções de muita gente, além, é claro, do comércio chinês, que ganha cada vez mais espaço no início da avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco.

No Mercadão, as floriculturas eram os pontos mais procurados. Ali havia arranjos florais para todos os gostos e bolsos e muita gente deixava o local conduzindo vasos, buquês e outros tipos de flores. Uma pesquisa rápida nas principais floriculturas mostra que havia arranjos mais simples, com preços a partir de R$ 10 até os mais sofisticados, que chegavam a custar R$ 150.
As lojas do Mercado que vendiam produtos alimentícios, especialmente frutas, verduras e outros produtos, também apresentavam muita movimentação.

Numa loja de doces do centro da cidade, Camila Santos de Faria, de 29 anos, buscava presentes de última hora, relativos à data muito especial.

“A gente planeja não comprar nada para economizar, mas no final das contas, acaba comprando ao menos uma lembrancinha para não deixar passar em branco”, disse ela, que também reclamou dos preços, considerados elevados demais.

“A gente compra um doce, mas os preços estão salgados”, disse Camila, ao adquirir uma caixa de bombons numa loja do centro. Antes disso, ela já havia comprado duas calças para dar de presente ao marido. “Aproveitei, porque ele está precisando e teria mesmo de comprar”, disse.

O grande número de pessoas com sacolas e embrulhos de presentes pelas ruas do centro de Mogi indicava que o comércio poderá ter bons motivos para comemorar a data, que é considerada a quarta mais importante pelo setor, atrás apenas do Natal, dia das mães e das crianças.

Enquanto escolhia o presente para a esposa, numa das lojas de chocolates da rua Moreira da Glória,  Marcos Vinícius Santos Ramalho, 27 anos, falava com entusiasmo da data e do presente. “Ela é minha eterna namorada e, por isso, faço questão de presenteá-la não apenas nesta data, mas em dias diversos”, garantiu ele.

Cuidados
O diretor da Policlínica da UMC, médico Melquíades Machado Portela, lembra que “em toda e qualquer tipo de aglomeração, independentemente do motivo, há que se ter a consciência de que, a despeito da vacina, ainda existe a obrigatoriedade de se manter o distanciamento social e o uso de máscaras de proteção”.

Segundo ele, “por mais batido que isso esteja, é bom sempre lembrar, pois em algum momento, embaladas pelo entusiasmo comum de quem vai às compras, muitas pessoas podem perder momentaneamente  a noção do perigo, se descuidarem e acabarem sendo contaminadas por essa terrível doença”.

O médico, referindo-se especificamente à data comemorativa deste sábado (12), comentou sobre o grande movimento de pessoas na região central da cidade e nos centros de compras em geral, cobrando de todas elas a “consciência coletiva e sanitária” para que não se descuidem das medidas anti-Covid para que dentro dos próximos 14 dias, não surjam novos casos da doença na cidade.

“Ninguém é contra que as pessoas possam ir às compras, ainda mais numa data especial com essa de hoje, Dia dos Namorados.Podem comprar seus presentes sem problema algum, mas com a consciência sanitária necessária para não transmitir e nem ser acometido pelo coronavírus. E isso se consegue guardando distanciamento social e usando máscara. Mesmo que a pessoa vá comer alguma coisa que exija a retirada da máscara, é preciso respeitar o distanciamento, sempre lembrando que  é num pequeno descuido que acontece a contaminação”, afirma o médico.

Melquíades ainda faz o alerta final: “É extraordinariamente importante se manter o distanciamento, ter paciência e aguardar na fila das compras. Comprar presente para o namorado ou namorada é muito bom e importante, mas sempre levando em conta a questão da consciência coletiva e sanitária que o momento continua a exigir”, garantiu o médico.

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