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Diretor da Apae de Mogi, o italiano Leopoldo Vano morre aos 91 anos

Conselheiro da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Mogi das Cruzes, o italiano Leopoldo Vano faleceu nesta quinta-feira (17), aos 91 anos. Velado no Velório Cristo Redentor, ele será sepultado no Cemitério São Salvador, às 17 horas. Nascido na Itália em 1930, segundo relato de Caio Vano Gogonhesi, ele “lutou por seu […]

Por O Diário
17/02/2022 16h06, Atualizado há 54 meses

Conselheiro da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Mogi das Cruzes, o italiano Leopoldo Vano faleceu nesta quinta-feira (17), aos 91 anos. Velado no Velório Cristo Redentor, ele será sepultado no Cemitério São Salvador, às 17 horas. Nascido na Itália em 1930, segundo relato de Caio Vano Gogonhesi, ele “lutou por seu país e depois veio em busca de terra próspera no Brasil”, onde atuou na diretoria de empresas como a Ibar e a Papel Simão.

Na Apae, foi o idealizador de um dos carros-chefe do atendimento  na entidade, o Núcleo Rural da Apae, e exerceu cargos de direção e no Conselho Fiscal. A instituição divulgou nota em solidariedae aos familiares.

Voluntário em outras obras sociais do Lions Clube e da Santa Casa de Misericorida, Vano também era Cidadão Mogiano. Também foi um dos fundadores do Banco de Olhos de Mogi das Cruzes. Ele nasceu em Arpino e chegou ao Brasil após a guerra.

Na Apae, em janeiro de 1990, assumiu o cargo de diretor suplente do Conselho Fiscal, passando, posteriormente, a conselheiro fiscal. Em 1º de janeiro de 1994, assumiu a diretoria de Patrimônio, cargo que “ocupou e desempenhou com muito afinco durante muitos anos”.

O reconhecimento aos anos dedicados à obra de inclusão social e educação fundada por pais e amigos dos excepcionais na cidade, é descrito da seguinte forma: “Grande parte do que vemos edificado, hoje, na Apae se deve ao seu trabalho. Ele sempre acompanhou tudo, passo a passo, desde os serviços de manutenção feitas na instituição até às obras de ampliação. Sempre soube ‘de cor’ onde passava cada cano de água e cada condutor da rede elétrica, tamanha era a entrega dele pela Apae”.

Recentemente, o “senhor Vano”, como era chamado,era diretor-conselheiro de Administração. “Sempre foi uma pessoa exemplar que deixará muitas saudades.As palavras até convencem, os discursos emocionam, mas só os exemplos arrastam. A ele, toda nossa gratidão”.

Leopoldo Vano estava internado, e tratava de problemas cardíacos.

Família

Segundo Caio Vano Cogonhesi, nas redes sociais, a familia esperava comemorar, na segunda-feira (21), os 68 anos do casamento do pai, avó e bisavó com a também italiana, Maria Assunta Vano. 

O casal teve duas filhas, Lídia e Letícia (falecida em 2012).

Em 22 de fevereiro de 2020, os dois receberam a bênção apostólica pela celebração dos 66 anos de matrimônio, e os 90 anos de idade de Leopoldo, do papa Francisco.

Vano deixa a esposa Maria Assunta, a filha Lídia, o genro Wellington, os netos Caio, Mariana, Gabriela e Carolina, e os bisnetos Gustavo, Gabriel e Maria Celina.

“Leopoldo não está mais aqui, mas ele vive  no coração de quem amou”, encerra o neto, Caio.

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