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Em busca de respostas, Lucas Garcia terá representação legal

Em buscas de respostas para o caso de Lucas Souza Garcia, professor de dança baleado na região do tórax no último, dia 9, na Arena Água Verde, Jardim Camila, em Mogi das Cruzes, O Diário questionou, mais uma vez, a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Como o caso está sendo investigado? Quais são as […]

Por O Diário
14/12/2020 19h13, Atualizado há 68 meses

Em buscas de respostas para o caso de Lucas Souza Garcia, professor de dança baleado na região do tórax no último, dia 9, na Arena Água Verde, Jardim Camila, em Mogi das Cruzes, O Diário questionou, mais uma vez, a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Como o caso está sendo investigado? Quais são as novidades, para além do boletim de ocorrência que descreve a possibilidade de “bala perdida”? A resposta foi simplista e nada acrescentou. Lucas, contudo, recebeu uma boa notícia, em meio ao medo e insegurança: será representado oficialmente pela advogada Sonia Beraldo.

Diante de todas as perguntas feitas pela reportagem, o Estado limitou-se a dizer que “as diligências prosseguem”, e que “todas as circunstâncias relativas aos fatos seguem sob investigação por meio de inquérito policial instaurado pelo 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes”.

Para Sonia Beraldo e também para a vítima, que já falou sobre o ocorrido, não se trata de um “disparo acidental”. “Para mim é tentativa de homicídio. Alguém mirou e atirou. Só pode ser isso, já que não houve nenhum tipo de confronto, nem de polícia e nem com bandidos”, diz a advogada que se encontrou com Lucas ontem, dia 13, e deve protocolar “uma procuração amanhã”, dia 15.

“Estive na casa dele para conversar. É uma graça, um menino sensacional”, comenta ela, sobre a reunião. Haverá “um inquérito para apurar as circunstâncias do crime”, continua. “A intenção é que eu esteja presente, e para isso vou conversar com o delegado responsável e fazer algumas solicitações, requerer algumas coisas importantes”.

A ideia é encontrar uma resposta para a pergunta que tem sido repetida à exaustão nas redes sociais: “quem atirou no Lucas?”. “Vamos colaborar com a Polícia e o Ministério Público como assistente no inquérito, e se for necessário em uma eventual ação penal. Levantaremos os fatos para que o delegado tome conhecimento e apure de forma exemplar”.

No dia da ocorrência, um homem, morador do Jardim Camila, foi listado como “averiguado”. Segundo Sonia, o que dizem os relatos populares é que “já houve outros casos” parecidos, de pessoas “que também já receberam tiro de arma de fogo” no mesmo local. O que ela exigirá é a investigação: a Polícia foi atrás deste homem? Seria ele de fato o agressor? Teriam sido estes outros disparos efetuados também por ele? Qual ou quais as suas motivações?

Outra dúvida é porque consta, no documento do atendimento da vítima na Santa Casa, que o ferimento é originado por “arma branca”, quando “o projétil ainda está alojado” no corpo do professor de dança. A orientação da advogada para este caso é que a vítima “solicite laudos dos exames feitos e procure uma segunda opinião”, principalmente para saber o que fazer em relação à bala, que se encontra próximo das costelas e ainda gera dor.

Sobre a possibilidade de um ataque homofóbico ou religioso, como tem sido ventilado nas redes sociais, Sonia é cautelosa. “Acho prematuro falar nestas suposições. É preciso aguardar o trabalho investigativo da Justiça”.

Todos os esclarecimentos virão, na opinião da advogada, “se a Polícia fizer um trabalho bem feito, com empenho para dar satisfação para a sociedade”. Se for assim, logo surgirão respostas para as perguntas apresentadas ao longo desta reportagem.

 

Pelos Direitos Humanos

À convite do pai de Lucas, Alexandre Garcia, Sonia Beraldo tomou conhecimento dos detalhes da situação. Decidiu aceitar a luta, já que se trata de um ataque “aos direitos humanos”, algo que ela repudia.

“O advogado também tem a função social, que vai muito além de ideologias políticas ou quaisquer outras. É necessário tomar providências urgentes, não só pela vítima, mas por toda a comunidade do Jardim Camila, que foi violentada”.

 

Segurança

Em entrevista para este jornal, Lucas disse, na semana passada, que gostaria de continuar com as aulas de dança ao ar livre, mas que para isso, precisaria de garantias de segurança efetiva na Arena Água Verde.

Questionada sobre o que ele poderia fazer, Sonia Beraldo disse que a princípio é preciso aguardar o andamento das investigações e “reestabelecer a saúde”. Caso o agressor já tivesse sido identificado, uma opção seria uma medida restritiva. Mas a dúvida, no momento, é contra quem fazer esta solicitação.

 

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