Farmácia de Alto Custo de Mogi está há dois meses sem remédio para transplantado
Há dois meses o professor Ildeu Duarte da Costa Filho, de 54 anos, não tem encontrado na Farmácia de Medicamentos Especializados (FME), ou Farmácia de Alto Custo, de Mogi das Cruzes o Sirolimo 1 mg. Transplantado do rim há 18 anos, ele depende da medicação para não ter complicações no organismo. A Secretaria de Saúde […]
02/02/2022 09h22, Atualizado há 55 meses
Há dois meses o professor Ildeu Duarte da Costa Filho, de 54 anos, não tem encontrado na Farmácia de Medicamentos Especializados (FME), ou Farmácia de Alto Custo, de Mogi das Cruzes o Sirolimo 1 mg. Transplantado do rim há 18 anos, ele depende da medicação para não ter complicações no organismo.
A Secretaria de Saúde do Estado afirma que o Sirolimo 1 mg é de responsabilidade de aquisição e distribuição pelo Ministério da Saúde, que entregou o quantitativo equivalente ao primeiro trimestre nesta semana. Os remédios estão sendo distribuído às Farmácias de Medicamentos Especializados (FME). A pasta estadual garantiu segue cobrando do Governo Federal celeridade na entrega dos medicamentos para garantir assistência aos pacientes.
“Eu não sei de quem é a responsabilidade. O que eu sei é que não posso ficar sem o remédio, porque corro o risco do meu corpo começar a rejeitar o órgão e de eu precisar fazer hemodiálise. Como eu sei como essa distribuição falha, eu tinha alguns comprimidos guardados, mas eles estão acabando e eu não consigo comprar esse remédio”, ressalta o professor.
Na internet, a medicação é encontrada por mais de R$ 2.300,00. Ildeu não teria como arcar com os custos e, com medo de ficar desamparado, já registrou reclamações na ouvidoria do Ministério da Saúde e no Ministério Público de São Paulo.
“É claro que acaba batendo um desespero, porque a gente fica sem ter para onde correr. Eu já fiz hemodiálise durante cinco anos, sei por o que passei e não quero passar de novo”, conclui.