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Fase crítica diminui contaminações; leitos continuam ocupados

Março de 2021 registrou o pior mês da pandemia do novo coronavírus em Mogi das Cruzes. Com 3.022 casos positivos da Covid-19, a cidade teve ainda 152 mortes no terceiro mês deste ano. Tentando diminuir a circulação do vírus no município, o prefeito Caio Cunha (PODE) decretou no último dia 22 a “fase crítica”. A […]

Por O Diário
01/04/2021 10h41, Atualizado há 64 meses

Março de 2021 registrou o pior mês da pandemia do novo coronavírus em Mogi das Cruzes. Com 3.022 casos positivos da Covid-19, a cidade teve ainda 152 mortes no terceiro mês deste ano. Tentando diminuir a circulação do vírus no município, o prefeito Caio Cunha (PODE) decretou no último dia 22 a “fase crítica”. A medida vem surtindo efeito e o número de casos confirmados semanalmente tem diminuído. Os leitos dos hospitais, entretanto, continuam todos ocupados.

Isso acontece porque os resultados aparecem de maneira gradativa: primeiro cai o número de contaminações, depois de internados e, por último, o de óbitos. Em uma semana da medida, os casos positivos caíram 16% – de 958 na semana do dia 15 ao dia 21 de março, para 802 na semana seguinte.

De todos os diagnósticos positivos da doença na cidade, que somam 20.444 casos, 34,2% deles – o equivalente a 6.998 – foram registrados este ano. Janeiro teve 1.859 confirmações e fevereiro outras 2.117.

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O número alto de pessoas doentes requer também um número maior de internações, o que faz com que todas as vagas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e enfermaria Covid ainda estejam ocupadas na cidade. Isso tem acontecido desde 11 de março.

Ainda assim, a Prefeitura afirmou, por meio de nota, que “todos os pacientes estão sendo recebidos e recebendo tratamento adequado. O agravamento da pandemia, que provocou a ocupação de 100% da rede de atendimento do município, faz com que as equipes médicas se desdobrem e encontrem maneiras de absorver os pacientes, trabalhando com os insumos em seu limite, mas assegurando o atendimento com excelência. As autoridades reforçam o estado de alerta para a situação, que exige atenção e reavaliação permanente”.

Mogi conta atualmente com 159 leitos de UTI e 240 de enfermaria no total. Destes, integram a rede pública de Saúde 103 de UTI e 162 de enfermaria, que estão divididos entre o Hospital Municipal, a Santa Casa de Misericórdia e o Luzia de Pinho Melo. Concentrados nos hospitais Ipiranga, Santana, Biocor e Mogimater – da rede particular – estão outros 56 de UTI e 78 de enfermaria.

Por isso, é necessário reforçar a importância da colaboração dos munícipes. Que devem fazer a utilização de máscara caso precisem sair de casa e respeitar as normas de distanciamento social, sem gerar aglomerações.

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