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Fernanda Moreno assina carta de número 18 contra pedágios em Mogi

Nesta quinta-feira (27), a vereadora Fernanda Moreno (MDB), da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, assina a carta publicada por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante […]

Por O Diário
26/05/2021 19h22, Atualizado há 63 meses

Nesta quinta-feira (27), a vereadora Fernanda Moreno (MDB), da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, assina a carta publicada por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra.

Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê, apontando os prejuízos que a praça de cobrança poderá provocar ao município e à região.

O texto não tem interferência editorial do jornal e apresenta as justificativas e defesas do próprio convidado que utiliza este espaço para expor seus argumentos contra o pedágio.

 

Ao Governo do Estado

Venho por meio desta, como cidadã e líder de bancada do MDB na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, fazer coro e reforçar a minha posição contrária à decisão de Vossa Senhoria de, por meio da Artesp, dar seguimento ao projeto de instalação de praças de pedágio nas rodovias Mogi-Dutra (SP-88) e Mogi-Bertioga (SP-98), na região de Mogi das Cruzes. Localizada entre as principais rodovias do eixo Rio-São Paulo (Presidente Dutra e Ayrton Senna), Mogi das Cruzes é uma das cidades da Região Metropolitana que mais tem contribuído, ao longo de décadas, para o crescimento econômico do nosso Estado. Mogi está no centro do cinturão verde do Alto Tietê, com produção e abastecimento de centenas de toneladas de produtos agrícolas comercializados diariamente no Ceasa, da capital. É pela Mogi-Dutra, construída na década de 70, que escoam os principais produtos da cidade e municípios vizinhos, como Biritiba Mirim, Salesópolis, e que abastecem toda a Região Metropolitana. Banhado pelo rio Tietê, Mogi faz parte do Sistema Produtor Alto Tietê, uma das principais fontes de abastecimento de água da capital e Estado de São Paulo. Não bastante, Mogi das Cruzes ainda  concentra grandes indústrias, gerando milhares de empregos na região e contribuindo para a movimentação da economia regional e estadual. Além do mais, é em Mogi das Cruzes onde estão concentradas as mais ricas e raras espécies de fauna e flora do nosso estado e país. É por esta estrada também que, diariamente, passam os futuros médicos, advogados, engenheiros e demais jovens para se formarem nas universidades e faculdades do município.

Implantar um pedágio na Mogi-Dutra é um ato de desrespeito e falta de reconhecimento para com os mogianos, além de ser um retrocesso do ponto de vista econômico. A cidade tem contribuído tanto para a economia, sobrevida e conforto do povo paulista e, tudo, sem retorno. Não fosse a agricultura, a indústria e, principalmente a extensa bacia hidrográfica do Alto Tietê, o que seria de São Paulo? A duplicação da Mogi-Dutra, concluída em janeiro de 2005, pelo então governador  Geraldo Alckmin, serviu para promover mais segurança no trânsito, mas principalmente para melhorar o escoamento dos produtos aqui plantados e enviados para a capital, a 50 km de distância. Um núcleo Industrial e grandes multinacionais, como a Kimberly Clark e General Motors (GM) se instalaram próximo à rodovia, com a finalidade empregar mão de obra local  e ter melhor fluxo de escoamento dos produtos. Um pedágio, hoje, aumentaria ainda mais a taxa de desemprego – pois empresas não vão querer pagar pela ida e vinda de seus funcionários pela Mogi-Dutra. E, além do mais, nem trabalhadores teriam condições de arcar com tanto, uma vez que já pagam pedágio na Ayrton Senna e Presidente Dutra para chegar ao aeroporto de Guarulhos ou a São Paulo, a pouco mais de 50 km. Agricultores que já enfrentam dificuldades em meio à ação do tempo e consequências da pandemia do coronavírus teriam ainda mais prejuízos. Os mogianos ficaram ilhados, isolados.
Na Mogi-Bertioga não é muito diferente. O impacto  e prejuízo econômico, com a instalação de praças de pedágio (em cada sentido da via)  também trariam grandes prejuízos ao comércio e população.  

Aliás, o que a Mogi-Bertioga precisa é de obras, recuperação de encostas e preservação da fauna e flora. Que fim levou o estudo geológico no trecho de serra que teve deslizamentos em 2018? A tão prometida obra de duplicação desde 2011 ou ainda a recuperação de uma ponte sob o rio Guacá?

A conta não fecha. Por quê? Por falta de comprometimento e importância com a vida, com as pessoas. Mogi já deu sua contribuição. E o Governo do Estado? 

Fernanda Moreno
Vereadora (MDB) da Câmara de Mogi das Cruzes

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