Implantação de leitos finais no Dr Arnaldo ainda é incerta
Questionada por O Diário, a Secretaria de Estado de Saúde não confirmou quando será concluída a última fase de implantação de leitos no hospital Dr. Arnaldo Pezzuti, em Jundiapeba. Em nota, a pasta lembra que na segunda quinzena de abril ativou mais 20 leitos de UTI no Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti chegando assim a 30 […]
13/05/2021 15h51, Atualizado há 63 meses
Questionada por O Diário, a Secretaria de Estado de Saúde não confirmou quando será concluída a última fase de implantação de leitos no hospital Dr. Arnaldo Pezzuti, em Jundiapeba. Em nota, a pasta lembra que na segunda quinzena de abril ativou mais 20 leitos de UTI no Hospital Dr. Arnaldo Pezzuti chegando assim a 30 leitos de UTI e 30 de enfermaria já em funcionamento. Os outros leitos serão implantados de forma gradativa e a reportagem será comunicada.
Segundo o Estado, mais de 180 pacientes com Covid-19 já foram atendidos na unidade desde março de 2021. A secretaria, porém, não informou a quantidade de vagas que estão sendo usadas atualmente.
Ao todo, foram prometidos no início de março 90 leitos destinados ao tratamento de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus (Covid-19) no hospital, sob gerência do Estado. Foi divulgado que as vagas seriam abertas até o final de abril, o que ainda não ocorreu.
A novidade foi anunciada após uma série de pedidos do Consórcio de Desenvolvimento do Alto Tietê (Condemat) e dos deputados da região, para que haja mais espaços para abrigar infectados pela Covid-19.
Neste tempo, o cenário mudou, e as internações por Covid-19, antes no limite, já estão mais estabilizadas. Em Mogi, a taxa de ocupação dos Leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid na rede pública de Mogi das Cruzes está em 63,5%, nesta quinta-feira (13). No último dia 21 de abril, durante a abertura do Hospital de Campanha de Itaquá, porém, o secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn garantiu que “todos leitos prometidos (para o Dr. Arnaldo serão abertos”, porém também se esquivou de divulgar prazos.
Famílias
A Procuradoria Geral do Estado de São Paulo (PGE) informa que, em razão do agravamento da crise sanitária causada pela pandemia da COVID-19, protocolou junto ao Poder Judiciário o pedido de suspensão do cumprimento da reintegração de posse das famílias de pacientes com hanseníasa, por 90 dias, no dia 01 de março. Vale ressaltar que, o Estado confirmou em nota que ainda aguarda decisão judicial e mesmo com essa solicitação, o processo continua tramitando na esfera jurídica até o julgamento.
O espaço alvo do pedido de reintegração foi construído em 1928, e se tornou o primeiro hospital do Brasil para pacientes com hanseníase – uma colônia afastada das cidades onde eles eram internados à força por tempo indeterminado. Na época, não havia cura e nem remédio para conter a doença, infecto contagiosa, e para tentar evitar a sua proliferação, saída encontrada pelo governo da época foi a segregação dos doentes.
Assim, durante décadas, funcionários, pacientes e familiares dessas pessoas moraram nas casas construídas no local, formando uma espécie de vila erguida aos arredores do hospital, chamado leprosário Santo Ângelo, isolando os moradores, marginalizadas pela extinta “Política de Profilaxia da Lepra do governo brasileiro.
Na verdade, o local se transformou uma espécie de cidade, onde foram construídos equipamentos como teatro, igreja, hospital e áreas de convivência entre as famílias que não podiam ultrapassar os limites. Muitos deles acabaram se casando e tiveram filhos, que forma permanecendo no local.
Porém, neste ano, as famílias daquela região começaram a ser notificadas pelo Governo do Estado a desocupar as casas onde residem a décadas, sem qualquer outra opção de moradia ou programa de reintegração social.