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Invasão na Vila São Francisco tem 291 barracos; 75% das famílias não são de Mogi

Foram identificados 291 barracos na área invadida da Vila São Francisco – ocupada desde março último -, sendo que 176 estão inacabados e 69 são habitados. Destes, a maioria das famílias (52), não são de Mogi das Cruzes; grande parte é da Zona Leste de São Paulo. Ao todo, foram constatadas 216 pessoas presentes na […]

Por O Diário
11/05/2021 19h07, Atualizado há 63 meses

Foram identificados 291 barracos na área invadida da Vila São Francisco – ocupada desde março último -, sendo que 176 estão inacabados e 69 são habitados. Destes, a maioria das famílias (52), não são de Mogi das Cruzes; grande parte é da Zona Leste de São Paulo. Ao todo, foram constatadas 216 pessoas presentes na área, sendo 129 adultos e 87 crianças e adolescentes. Os dados foram divulgados pela Prefeitura de Mogi das Cruzes que, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, acaba de concluir um estudo social feito no local. 

Segundo a Administração, o objetivo, a partir da realização desse estudo, é analisar alternativas para a oferta de proteção social a essas pessoas, em parceria com as próprias famílias e também com a empresa que detém a posse da área. 

De acordo com a Administração Municipal, assistentes sociais estiveram no local e cadastraram todos os ocupantes, além de numerar as unidades identificadas. O trabalho visa ofertar proteção social aos mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, levar conscientização sobre os riscos envolvidos em ocupações desordenadas.

Durante o processo de cadastramento, foi possível verificar que a invasão se originou de grupos de outras cidade. Das famílias no local, apenas 17 declararam ser de Mogi das Cruzes. 

O levantamento também apontou situação de extrema precariedade e risco à saúde pública, com a inexistência de fornecimento de água, de esgotamento sanitário, além de devastação da vegetação, morte de animais nativos e presença de animais peçonhentos e vetores de doenças graves, como aranhas e carrapatos. 

“Importante destacar ainda que as unidades não se caracterizam como casas propriamente ditas e sim barracos, sendo muitos inacabados e totalmente desprovidos de condições que permitam a moradia segura”, informou a Prefeitura em nota.  

“A intervenção complementa uma série de ações que vêm sendo desenvolvidas pela Prefeitura, buscando evitar que novas invasões aconteçam no terreno”, informa a Administração. Nesta segunda-feira, uma operação, que contou com a participação das secretarias municipais de Segurança e de Serviços Urbanos, além da Guarda Municipal, concluiu o trabalho de fechamento da área, para evitar novas ocupações. Segundo as pastas, a ação não compreendeu a remoção de nenhuma família do local. 

Em comunicado, a Prefeitura finaliza dizendo que medidas de fechamento atendem o cumprimento da liminar concedida pelo juiz Eduardo Carvert, da Vara da Fazenda Pública, que determinou o congelamento da área, proibindo qualquer ato de terraplanagem, remoção de terra, derrubada de vegetação, além da modificação da estrutura já existente e da condição do local. A área segue sendo monitorada pela Guarda Municipal.

 

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