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Juliano Botelho assina carta de número 21 contra pedágios em Mogi

Venho por meio desta, relatar que foram dores de parto e de pranto para a duplicação da nossa SP-088 (Mogi-Dutra). Duplicou no final dos anos 2000 (extrema remodelação), inaugurada no dia 7 de maio de 1972. Aqui, nosso povo trabalha e trabalha muito, gerando muita riqueza para o Estado. Aqui temos trabalhadores da agricultura, construção […]

Por O Diário
31/05/2021 18h35, Atualizado há 59 meses

Venho por meio desta, relatar que foram dores de parto e de pranto para a duplicação da nossa SP-088 (Mogi-Dutra). Duplicou no final dos anos 2000 (extrema remodelação), inaugurada no dia 7 de maio de 1972. Aqui, nosso povo trabalha e trabalha muito, gerando muita riqueza para o Estado. Aqui temos trabalhadores da agricultura, construção civil, das indústrias metalúrgicas, automobilismo, pastilhas, tratores, celulose, etc. Das empresas e indústrias que formam um dos polos de tecnologia de ponta mais bem estruturados do País.

Gente, que guarda na lembrança a história de amigos queridos que perderam a vida após longas jornadas de trabalho, tecido, com esmero e dedicação, turno a turno, dia e noite. Um povo amoroso, honrado, motivado e inteligente, que ajudou a construir grande parte da riqueza de São Paulo e da nação. São aproximadamente 50 quilômetros, de Mogi das Cruzes ao Estado de São Paulo, passando por Itaquaquecetuba, Arujá e Guarulhos.

Será que ainda temos que pagar pedágios? É uma falta de bom senso e respeito ao nosso direito de ir e vir, de quem trabalha e estuda.
Os caminhões que transportam hortaliças, aços, tratores, carros, etc. carretas com quatro ou até seis eixos. A implantação de uma praça de pedágio na região do Alto Tiete afetará, diretamente, o custo do transporte no todo, na distribuição e no repasse para os consumidores finais. É impossível para os munícipes e para as empresas e industrias manterem a política de não cobrar o frete para os seus clientes com distância inferior a 40 quilômetros de seu polo.

A instalação de uma praça na SP-088 (Mogi-Dutra) parece obedecer apenas ao critério arrecadatório do pedágio e não o da segurança e manutenção das rodovias. O maior beneficiário será a exploradora da rodovia e não o usuário que terá um custo imenso.

Pior ainda é a questão das cidades (Biritiba Mirim, Salesópolis e Guararema), além dos bairros (Jardim Piatã I e II, Jardim Margarida, Residencial Novo Horizonte, Aruã, Taboão, Chacaras Guanabara e Jardim Vieira) do nosso município, que ficarão ilhadas pelos pedágios limitando o direito constitucional de ir e vir. Para ir e vir terão de pagar. E muito. Estudantes e trabalhadores terão seus custos de vida alterados profundamente. O que vale a pena dizer: todos que utilizam ônibus para o transporte também vão desembolsar muito mais dos seus salários para engordar o caixa dos maiores conglomerados econômicos que operam mundialmente.

É hora de darmos um basta. Chega de arrogância, marca de um governo estadual que se mostra incapaz de proteger a população trabalhadora do Estado. Chega de abusos em prejuízo das famílias que pagam impostos cada vez mais elevados, especialmente o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), o mais pesado de todos os estados.

Defendemos o que é justo. As lideranças municipais vêm provocar mudanças no comportamento do Governo do Estado. Senhor governador, na SP-088 (Mogi-Dutra), pedágio não!

Porque cuidar da SP-088 (Mogi-Dutra) é uma dívida moral do Governo de São Paulo. Dever de gratidão do Estado, em relação a quem contribuiu, com trabalho, pela extraordinária arrecadação, que faz de São Paulo o Estado mais pujante do país. Caso contrário, é a confissão de inoperância e incompetência do poder público estadual, que prefere lavar as mãos enquanto o povão fica totalmente à mercê da voracidade do gigantesco capital reunido pelas concessionárias de rodovias.
Pedágio não na SP-088 (Mogi Dutra). Essa luta é de todos nós, mogianos.

Juliano Malaquias Botelho
Vereador (PSB) da Câmara Municipal de Mogi das Cruze

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