Justiça Eleitoral realiza auditoria e reforça a credibilidade do sistema de voto eletrônico
A Justiça Eleitoral de Mogi promoveu ajustes para melhor orientar os eleitores e agilizar o processo de votação nos colégios eleitorais da cidade, mas manterá a mesma logística e esquema de apuração no segundo turno das eleições do próximo domingo (29). A expectativa do juiz da 74ª Zona Eleitoral, Tiago Ducatti Lino Machado, é de […]
26/11/2020 01h30, Atualizado há 67 meses
A Justiça Eleitoral de Mogi promoveu ajustes para melhor orientar os eleitores e agilizar o processo de votação nos colégios eleitorais da cidade, mas manterá a mesma logística e esquema de apuração no segundo turno das eleições do próximo domingo (29).
A expectativa do juiz da 74ª Zona Eleitoral, Tiago Ducatti Lino Machado, é de um processo mais dinâmico, com a disputa de apenas dois concorrentes – Caio Cunha (PODE) e Marcus Melo (PSDB), diferente do primeiro turno, que envolveu mais de 580 vereadores em Mogi.
O resultado no domingo deve ser divulgado logo após o encerramento da votação, por volta das 20 horas. Porém, para não errar na previsão, a exemplo do que aconteceu no primeiro turno – por problemas no sistema do TSE -, Lino Machado aponta limite máximo até as 22 horas.
Os cartórios adotaram medidas a fim de orientar as pessoas nos locais de votação. Para que todos saibam onde é o local de votação, serão fixadas nas portas das salas as listas com os nomes dos que votam no local, além de manter uma equipe para verificar se houve mudança e para onde a seção foi transferida.
As medidas foram providenciadas para evitar problemas que ocorreram no 1º turno, com a redução e junção de seções, que deixaram as pessoas perdidas, especialmente os idosos.
O juiz da 74ª Zona Eleitoral explica que as urnas serão distribuídas no sábado à noite, sob escoltada por policiais militares e guardas municipais, que manterão um esquema de policiamento nos locais de votação.
As regras sanitárias serão as mesmas, com a orientação para que o eleitor use máscara, leve caneta, mantenha o distanciamento e adote medidas de proteção contra a Covid-19. Permanece o horário ampliado em uma hora, e a reserva preferencial das 7h às 10h para idosos.
Assim que encerrar, às 17h, os equipamentos serão recolhidos em pontos estratégicos, definidos por cada uma das zonas eleitorais. A 74ª levará os equipamentos ao Ginásio Municipal; a 287ª ZE usará o espaço do Centro de Integração Profissional (CIP), no Mogilar.
Os equipamentos da 319ºZE irão para o Colégio Adventista e ao prédio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Assim que reunidas serão retiradas as mídias das máquinas e levadas aos cartórios, que transferem os dados para serem contabilizados pelo TSE.
Auditoria
Nesta quarta-feira, os juízes e promotores das três zonas eleitorais da cidade – 74º, 287º e 319º -, foram até a sede dos cartórios para fazer a auditoria nas urnas que serão usadas no domingo. Eles conferiram o sistema, tiraram a zerézima e simularam votações em máquinas selecionadas aleatoriamente
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A etapa de conferência das urnas, segundo o TSE, foi adotada para garantir mais transparência ao processo e mostrar a segurança do uso dos equipamentos nas eleições.
“Após todo o carregamento das urnas, o juiz e a fiscalização do MP selecionam algumas delas para fazer a auditoria e ver se está tudo correto, se constam todos os dados, os nomes e números dos candidatos. A checagem é repetida novamente no sábado pelo Tribunal, que faz o sorteio de algumas das urnas no Estado todo para fazer uma nova checagem”, explica a juíza da 319º ZE, Ana Claudia de Moura Oliveira Querido.
Antes de iniciar a votação é retirada a zerezima, e ao final a máquina emite um boletim com o resultado. Esse relatório é fixado na sede dos cartórios, na rua Francisco Franco.
Credibilidade
O titular da 74º ZE, Lino Machado rebate as críticas que passaram a ser feitas em redes sociais de candidatos a vereadores, que passaram a questiona a credibilidade do sistema por não concordarem com os resultados do primeiro turno.
O juiz alega que as urnas eletrônicas são “comprovadamente um sistema seguro” e reconhecido internacionalmente.
“O que tenho para falar à população é que o sistema é 100% seguro. Infelizmente, críticas a qualquer tipo de sistema eleitoral sempre vão acontecer, seja o sistema brasileiro de urna eletrônica, seja de cédula, que o Brasil usou durante muito tempo, e também foi muito criticado. Outros países como EUA também recebem críticas”, observa.
Além disso, na opinião do juiz, “a população tem que ter confiança nas instituições do seu país”.