Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

Lideranças fazem levantamento do impacto do fim da passagem de nível na Deodato

Previsto para julho próximo, o fechamento da passagem de nível da rua Dr. Deodato Wertheimer, na região central de Mogi das Cruzes, segue sendo criticado por representantes do município, que agora querem garantir que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) construa uma passarela  sobre os trilhos para os pedestres, no trecho que liga o […]

Por O Diário
09/02/2022 18h01, Atualizado há 54 meses

Previsto para julho próximo, o fechamento da passagem de nível da rua Dr. Deodato Wertheimer, na região central de Mogi das Cruzes, segue sendo criticado por representantes do município, que agora querem garantir que a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) construa uma passarela  sobre os trilhos para os pedestres, no trecho que liga o centro da cidade ao bairro do Mogilar. 

O tema foi tratado em reunião virtual na tarde desta quarta-feira (9), promovida pela Prefeitura de Mogi. O encontro contou com representantes do Sindicato do Comércio Varejista de Mogi das Cruzes e Região (Sincomércio), a Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mogi (CDL). Teve também a participação dos secretários municipais Gabriel Bastianelli, de Desenvolvimento Econômico, e Cristiane Ayres, de Transportes. Eles estão unindo forças para fazer um levantamento sobre os impactos sociais e econômicos do fechamento da passagem de nível.

O levantamento deverá ser encaminhado em breve à CPTM para embasar solicitação de construção de uma passarela no local, a fim de “minimizar os impactos do fechamento”. O grupo também pretende contatar deputados da região para tratar da questão junto ao governo do Estado nas próximas semanas. 

Segundo Valterli Martinez, presidente do Sincomércio, não há garantias de que a CPTM contruirá uma passarela no local. Segundo ele, a medida é essencial para que o ponto não seja “tão prejudicado”, e que a obra seja feita antes do fechamento. 

“Com o fechamento da passagem prevemos que haverá degradação daquele espaço, sem acesso da população ou veículos. Queremos uma opção para a população e para comerciantes locais. Serão mais de 60 a 70 empresas impactadas diretamente. Fora as que serão impactadas indiretamente. O fechamento vai complicar tudo, trazer acúmulo de pessoas em uma passagem só (na rua Cabo Diogo)”, destaca.

Valterli explica que os representantes tem trabalhado no levantamento de impacto junto aos comerciantes do local. “Sabemos que muitas pessoas passam a pé por ali todos os dias. Estimamos que são cerca de 5 mil pedestres em uma hora, nos horários mais movimentados”, comenta.

Após imbróglio e reclamações de comerciantes, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) anunciou no dia 7 de janeiro que a passagem de pedestres será fechada somente em 1º de julho.

A interrupção total da via aos transeuntes foi anunciada, no final do ano passado, para vigorar a partir de 2 de janeiro. Mas, no dia 31 de dezembro a Prefeitura conseguiu na Justiça uma liminar que proibia temporariamente o fechamento.

Desde lá O Diário vem ouvindo moradores sobre o fechamento. Comerciantes chegaram a realizar um abaixo-assinado contra a proposta. Prazo maior era solicitado sob argumentos de que lojistas das proximidades precisavam de “mais tempo para se organizar”.

O outro lado

Segundo a companhia, o encerramento da passagem é fundamental para aumentar a velocidade de circulação dos trens e diminuir o intervalo médio entre composições, dos atuais oito para sete minutos, no trecho entre Mogi das Cruzes e Guaianases, beneficiando os mais de 680 mil passageiros de toda a Linha 11-Coral e dos municípios de Suzano, Poá, Ferraz de Vasconcelos e São Paulo, além dos passageiros do próprio município.

A CPTM afirma ainda que o fechamento está sendo negociado entre a companhia e a Prefeitura de Mogi das Cruzes há mais de três décadas.

 

Mais noticias

Retocolite ulcerativa: veja alimentos que podem funcionar como gatilho e intensificar as crises

Quaest: Lula tem 43% das intenções de voto no 2º turno, e Flávio Bolsonaro tem 40%

CRESCER de Mogi das Cruzes abre 230 vagas para o projeto Escola de líderes

Veja Também