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Mapear resultados de exames pode ajudar a combater a Covid-19

A média móvel diária da Covid-19 tem permanecido estável a nível regional, com baixa variação de mortes e pouco aumento de casos. Ao sair nas ruas, porém, não é difícil encontrar pessoas sem máscara, desrespeitando uma das principais normas de segurança necessárias para evitar o contágio. Biomédico e ex-secretário municipal de saúde, o mogiano Marcello […]

Por O Diário
26/10/2020 14h41, Atualizado há 69 meses

A média móvel diária da Covid-19 tem permanecido estável a nível regional, com baixa variação de mortes e pouco aumento de casos. Ao sair nas ruas, porém, não é difícil encontrar pessoas sem máscara, desrespeitando uma das principais normas de segurança necessárias para evitar o contágio. Biomédico e ex-secretário municipal de saúde, o mogiano Marcello Delascio Cusatis, mais conhecido como Teo, aponta algumas possíveis respostas para a situação.

“Acredito que independentemente das pessoas andarem sem máscara na rua, ao ar livre, onde a transmissibilidade do vírus é pequena, em ambientes fechados elas têm respeitado e se preocupado”, ele começa a explicar. “Por mais que elas usem a máscara errado, parece que hoje transmitem menos vírus do que antes e que os casos estão mais leves”, continua.

Em outras palavras, Teo faz referência a carga viral no corpo de cada um, que, após meses de exposição à Covid-19, parece estar menor. Para detalhar melhor o pensamento, o biomédico dá um exemplo. “Até hoje não há cura para o HIV, mas a maioria dos exames pra saber o melhor tratamento consiste em saber a quantidade de vírus no organismo. Pode ser que a gente caminhe para o mesmo caminho com o novo coronavírus”.

Diante desse cenário, mas sem analisar com precisão os números relacionados, o biomédico mogiano aponta uma possível solução para definir o combate à doença daqui para frente. A aposta é a análise de dados e o mapeamento dos resultados dos exames, tanto da rede pública quando particular de saúde.

“Não estou mais no dia a dia da saúde pública, mas minha opinião é pela rastreabilidade dos casos por território, se possível por bairro. Identificar informações do paciente, como sexo e onde ele mora, pode revelar a evolução do quadro num determinado lugar, como um quarteirão de Jundiapeba, por exemplo”, defende.

Sozinhos, esses dados não teriam forças para promover mudanças. Mas aliados a prática da boa comunicação, Teo acredita que possam contribuir para maior redução de casos e mortes por Covid-19. “Saúde é comunicação, e o entendimento de uma mesma informação é diferente para cada pessoa. É preciso ter calma e técnica para que todos entendam a importância de continuar se cuidando”.

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