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Missa celebrada pelo bispo de Mogi defenderá a “luta pela comida, moradia e renda já”

Uma missa hoje, na Catedral de Santana, marca a participação da Diocese de Mogi das Cruzes na 27ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas. O tema do evento que acontece sempre no Dia da Independência, 7 de setembro, propõe uma reflexão sobre o tema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho […]

Por O Diário
06/09/2021 15h09, Atualizado há 59 meses

Uma missa hoje, na Catedral de Santana, marca a participação da Diocese de Mogi das Cruzes na 27ª edição do Grito dos Excluídos e das Excluídas. O tema do evento que acontece sempre no Dia da Independência, 7 de setembro, propõe uma reflexão sobre o tema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda já!” e com manifestações programadas em todo o país.

Na Diocese de Mogi das Cruzes, o bispo, dom Pedro Luiz Stringhini, preside a missa que faz parte da programação do evento, e deverá reunir lideranças de organizações sociais e entidades participantes do Grito dos Excluídos. Logo após isso, está programado, por representantes da luta regional, um ato público no Largo do Rosário, às 10 horas.

Em um vídeo da Confederação Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB), o presidente da entidade, dom Walmor de Oliveira Azevedo, defende os pobres, miseráveis, os povos indígenas, e reivindica políticas públicas para o emprego, a saúde, o meio ambiente. Também critica, logo no inicio, os que defendem o armamento no Brasil.

Na mensagem sobre o Dia da Pátria, dom Walmor conclama que a data deve inspirar a cada brasileiro a reconhecer, “somos todos, inclusive daqueles que não concordamos”.

Ele afirma que “o Brasil está sendo contaminado por um sentimento de raiva e intolerância. Muitos em nomes de ideologia, dedicam-se em agressões, ofensas, chegando ao absurdo de defender o armamento da população. Ora, quem se diz cristão, deve ser agente da paz, e a paz não se constrói com armas”.

Ele faz uma alerta sobre o avanço da exclusão social. “A fome é realidade de quase 20 milhões de brasileiros. Aquele pai que não tem alimento a oferecer ao filho, é seu irmão, nosso irmão, do mesmo modo que a criança e a mulher, feridos pela miséria, são nossas irmãs, nossos irmãos, e nossas irmãs. Não podemos ficar indiferentes a essa realidade que mistura o desemprego e a alta inflação. acentuando gravemente exclusões sociais”.

O presidente da CNBB também destaca “são urgentes políticas púlicas para a retomada da economia e a inclusão dos mais pbores no mercado de trabalho. Nesse dia da Pátria, o nosso olhar deve voltar-se com maior atenção aos que estão sofrendo, aos indígenas, aos povos originários, a nossa Patria não começa com a colonização europeia. Nossas raízes estão nas matas, nas florestas, um sinal claro, ensinando que a relação com o planeta deve ser pautada, pela harmonia”, diz, mostrando-se preocupado com as ações que amplificando o aquecimento global e a escassez de água.

Temas que deverão ser tratado na celebração de hoje por dom Pedro na Catedral Diocesana Sant’Ana. localizada na Praça Coronel Benedito de Almeida, s/nº , no Centro

 

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