Mogi-Bertioga poderá ser liberada nesta sexta (4) à tarde. Se não chover na Serra
Caso o tempo se mantenha firme e sem chuvas durante as próximas horas, a liberação total da Mogi-Bertioga ao tráfego de veículos poderá acontecer até o final da tarde desta sexta-feira (4). A informação é do secretário de Estado de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, que concedeu entrevista a este jornal, logo após […]
03/11/2022 19h20, Atualizado há 45 meses
Caso o tempo se mantenha firme e sem chuvas durante as próximas horas, a liberação total da Mogi-Bertioga ao tráfego de veículos poderá acontecer até o final da tarde desta sexta-feira (4). A informação é do secretário de Estado de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, que concedeu entrevista a este jornal, logo após receber, no final da tarde desta quinta-feira (3), o relatório dos técnicos do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que estiveram vistoriando os três pontos da rodovia, onde ocorreram quedas de barreiras, no treco que corta a Serra do Mar.
“A situação esteve muito ruim e foi preciso um trabalho intenso, nas últimas horas, para se retirar da pista uma enorme quantidade de galhos, árvores, pedras e lama que deslizaram da encosta”, afirmou Octaviano, que a pedido deste jornal, classificou de 1 a 10 a gravidade nos três pontos das intercorrências.
“A barreira do Km 82 poderia ser considerada de gravidade 9, já que foi realmente muito grande; já as outras duas, dos Kms 74 e 89, de gravidade 7”.
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Segundo o secretário, a liberação da rodovia no prazo anunciado só acontecerá se a chuva der uma trégua naquela região da Serra do Mar, que possui um dos maiores índices pluviométricos do País. Segundo ele, um geólogo esteve monitorando os locais onde houve os deslizamentos para avalizar as condições de estabilização do solo, o que poderá propiciar a reabertura.
“Com o excesso de chuvas, o solo fica encharcado e pesado demais. Este peso pode provocar novos escorregamentos, em caso de uma chuva mas intensa, com risco até mesmo para as equipes que estão trabalhando no local”, disse ele.
Octaviano explica que para se conseguir a estabilização do solo encharcado, é necessário que ocorra uma estiagem entre 24 e 36 horas, período suficiente para que ocorra a drenagem da água das encostas.
Após analisar fotografias que mostram o enorme paredão de pedra que ficou descoberto após o deslizamento da terra e vegetação ali existente, o secretário admitiu que “o risco de novas quedas de barreiras naquele ponto ficou menor, pois é difícil a ruptura daquela pedra, a menos que ocorram trincas, o que o geólogo descartou e nós também pudemos constatar olhando as fotografias do local”.
O titular da Secretaria de Logística e Transportes disse ainda não ter recebido qualquer informação sobre a necessidade de reposição do pavimento asfáltico, no trecho mais atingido por pedras de maior porte. Mas que se isso for constatado, o serviço será feito rapidamente. “Com o tempo estável, os trabalhos caminham mais rapidamente”, garantiu.
Octaviano também disse que o maquinário existente no local é suficiente para realizar a limpeza, mas que se houver constatação da necessidade, ele poderá ser ampliado. “Se for o caso, colocamos mais outra retroescavadeira; mas a que lá está, vem conseguindo dar conta doe todo o serviço”, emendou.
Concluídos os trabalhos de retirada de todo o material das encostas que deslizou para o centro da pista nos três pontos da Mogi-Bertioga, haverá uma avaliação do pavimento, nas bases das encostas por técnicos do DER. Só depois de devidamente sinalizados, os três trechos da Mogi-Bertioga serão liberados ao tráfego.
Ao final da entrevista, o secretário voltou a alertar para a questão climática:
“Temos de esperar o comportamento do tempo. E que não chova. Se chover, tudo fica imprevisível, pois aí teremos de verificar novamente os efeitos da chuva no solo e pode atrasar a abertura”, alertou o secretário Octaviano.