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Mogi e região descartam elevar passagem de ônibus a R$ 9,00

A maioria das empresas que operam as linhas de ônibus municipais na região já protocolou pedidos de revisão na tarifa junto às prefeituras. Em algumas cidades na área de abrangência do Condemat – Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, as solicitações superam 100% de reajuste, o que elevaria o valor da passagem para […]

Por O Diário
06/11/2021 08h48, Atualizado há 58 meses

A maioria das empresas que operam as linhas de ônibus municipais na região já protocolou pedidos de revisão na tarifa junto às prefeituras. Em algumas cidades na área de abrangência do Condemat – Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, as solicitações superam 100% de reajuste, o que elevaria o valor da passagem para R$ 9,00. Os prefeitos descartam esse aumento.

Atualmente, as passagens de ônibus municipais estão a R$ 4,20 (Santa Isabel), R$ 4,40 (Ferraz de Vasconcelos, Itaquaquecetuba, Poá e Suzano), R$ 4,45 (Guarulhos – Bilhete Único) e R$ 4,50 (Arujá, Guararema e Mogi das Cruzes).

As empresas argumentam que essas tarifas estão defasadas, em razão principalmente dos preços dos combustíveis, e tornam inviáveis a continuidade da prestação dos serviços. Em algumas cidades, as concessionárias pleiteiam o aumento das passagens ainda para esse exercício, quando normalmente as alterações de tarifas ocorrem no início de cada ano.

“Os prefeitos entendem que o aumento ocorrido no preço dos combustíveis e a projeção de novas altas no ano, somado à queda no volume de passageiros em decorrência da pandemia, tem gerado um cenário insustentável para as empresas, inclusive colocando em risco a operação dos transportes. Mas diante das dificuldades econômicas que ainda persistem e do alto índice de desemprego, descartam o aumento das tarifas nos índices pleiteados pelas concessionárias”, disse o secretário executivo do Condemat, Adriano Leite.

Segundo ele, estudos técnicos e frentes de negociação estão em andamento nos municípios para estabelecer um teto para o reajuste nas tarifas de ônibus. A expectativa é de que as cidades pratiquem índices equivalentes, visto a grande circulação dos moradores dentro da própria região. Além disso, São Paulo também deverá ser uma importante referência.

“As cidades buscam uma alternativa equilibrada e justa, que garanta a continuidade dos serviços com o menor impacto possível aos usuários”, concluiu o secretário do Condemat.

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