Mogi tem 2,2 mortes por Covid a cada mil habitantes
Mogi das Cruzes foi a primeira e única cidade do Alto Tietê, até o momento, a alcançar o marco de mil vítimas fatais do novo coronavírus, nesta segunda-feira (19). A cidade lidera o ranking regional da doença em números absolutos, porém no cálculo de vítimas a cada mil habitantes é possível observar que a realidade […]
20/04/2021 19h33, Atualizado há 61 meses
Mogi das Cruzes foi a primeira e única cidade do Alto Tietê, até o momento, a alcançar o marco de mil vítimas fatais do novo coronavírus, nesta segunda-feira (19). A cidade lidera o ranking regional da doença em números absolutos, porém no cálculo de vítimas a cada mil habitantes é possível observar que a realidade é similar aos cinco municípios mais populosos da região.
Mogi tem 2,2 mortes por cada mil habitantes, considerando a população de 450.785 pessoas, divulgada no censo de 2020 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cidade somava até ontem 1.007 vítimas fatais (leia mais abaixo). Todos os municípios da região, com exceção de Itaquá e Ferraz, estão com taxas mais altas que a média nacional, de 1,6 mortes por mil habitantes – com base nos dados do Ministério da Saúde.
Com 252 vítimas, Poá aparece em segundo lugar do ranking: com taxa de 2,1 mortes por cada mil habitantes.
Já Suzano, que tem o segundo maior número absoluto de mortes da região, com 618 vítimas fatais, tem 2 mortes por mil habitantes.
Existe um impate nas cidades de Itaquaquecetuba e Ferraz, cada uma com 599 e 312 mortes cada, respectivamente.
Itaquaquecetuba, a segunda mais populosa da região, com 375.011 habitantes, soma 1,5 mortes a cada mil habitantes. Ferraz, com 196.500 pessoas, tinha a taxa de mortalidade em 1,5 a cada mil habitantes.
Marco
Após um ano e 26 dias da primeira morte notificada no município, Mogi das Cruzes ultrapassou nesta segunda-feira (19) a expressiva marca de mil vítimas fatais da Covid-19.
O vazio deixado pelas pessoas desta lista, como a professora que amava a profissão, Elisabete dos Santos da Silva, o pároco Francisco Deragil, o eterno atleta Jackson Durães, a tradicional doceira mogiana dona Pi e o aposentado Durvalino da Silva, idoso que foi a primeira vítima da doença na cidade, entre outros, compõe novo capítulo na história da Mogi, que não será mais a mesma.
O recorde de mortes em Mogi ocorreu em março último. A semana mais letal da pandemia foi entre 29 a 4 de abril. Desde então, os índices apresentam melhora: de 5 a 11 de abril foram mais 43 vítimas e dos dias 12 a 28 deste mês, mais 29