Morte de ciclista ativa pressão por ciclofaixas e segurança em Mogi
A morte de um ciclista de 64 anos logo após ter sido atropelado na avenida Álvaro Pavan, em frente à Estação Estudantes, no Centro Cívico, na quarta-feira(6), em Mogi das Cruzes, reanimou a pressão de coletivos de ciclistas por melhores condições de segurança e ciclofaixas em corredores centrais e mais movimentados. Segundo informações da Polícia […]
07/04/2022 09h46, Atualizado há 52 meses
A morte de um ciclista de 64 anos logo após ter sido atropelado na avenida Álvaro Pavan, em frente à Estação Estudantes, no Centro Cívico, na quarta-feira(6), em Mogi das Cruzes, reanimou a pressão de coletivos de ciclistas por melhores condições de segurança e ciclofaixas em corredores centrais e mais movimentados.
Segundo informações da Polícia Militar, um motorista teria atingido o ciclista e outros carros na via que possui duas mãos de direção, estacionamento nos dois lados da calçada, e se caracteriza por ser o caminho de entrada e saída de ônibus que se dirigem ao Terminal Estudantes.
O ciclista não resistiu à gravidade dos ferimentos e faleceu no próprio local. O registro reafirmou a luta por melhores condições de segurança aos ciclistas.
Entre 2019 e 2020, coletivos de ciclistas surgidos com o aumento do uso das bicicletas tanto como meio de transporte como para prática esportiva e o lazer, iniciaram uma articulação popular em busca da implantação de uma ciclofaixa ao lado de toda a linha ferroviaria, entre Braz Cubas e a região central.
Reuniões e manifestos foram realizados, em especial, após o grave acidente com o cilista Alessandro Palazzi.
Esse acidente ocorreu em 7 de junho do ano passado e foi tem de um protesto realizado por coletivos e grupos de ciclistas da cidade e até de outras cidades. Aos finais de semana, Mogi das Cruzes se tornou rota do cicloturismo, e recebeu adeptos de vários pontos da Região Metropolitana de São Paulo.
Apesar da entrega da pressão e reuniões em conselhos ligados à mobilidade urbana no ano passado, o plano permanece no papel (reveja reportagem publicada no ano passado em O Diário).
Nas redes sociais, representantes desse movimento, como o arquiteto e professor Paulo Pinhal se manifestaram ainda na noite de quarta-feira. No caso de Pinhal, ele postou que esse acidente e morte não foram um acidente.
Já o coletivo Mogi de Bike – Noticias descreveu o sentimento dessa parcela da população: “Infelizmente, mais um de nós que não voltará para a sua família. Acidente carro x bike em frente à Estação Estudantes”.
Jair Pedrosa, que não reside mais em Mogi das Cruzes, mas é um dos articuladores dessa campanha, fez forte desabafo nas redes sociais:
“Ontem mais um ciclista morreu!. O absurdo desta matéria da TV Diário é que termina falando que “a secretaria também informou que agentes de trânsito foram direcionados para o local para orientarem os motoristas”. Essa Secretaria de Mobilidade só sabe orientar os motoristas; e nada, nada, para os ciclistas”
Ele lembrou a necessidade de uma ciclovia na Avenida Álvaro Pavan. onde “ficam carros estacionados do lado muro da linha da CPTM. Uma resposta a essa tragédia é transformar todo esse trecho com uma ciclovia e acalmar a velocidade dos motoristas para o máximo 40km/hora”.
Trabalhadores e usuários do Terminal Estudantes também cobraram providências sobre a alta velocidade registrada no trecho que possui uma rotatória e dois semáforos (um deles, em frente ao acesso ao Terminal Estudantes).
“Uma pena isso estar acontecendo na querida Mogi das Cruzes. Toda solidariedade e sentimentos a família da vítima”, encerra Pedrosa.
Em nota divulgada à imprensa ontem, a Prefeitura de Mogi das Cruzes detalhou as providências tomadas durante o atendimento ao acidente.
Em resposta sobre as ciclofaixas e os planos para esse setor, a Prefeitura destacou projetos e defendeu a educação para o trânsito para promover a harmonia nas ruas da cidade.
Também destacou que a cidade possui uma das maiores rotas destinadas ao ciclistas do Alto Tietê e um projeto que pretende construir mais 30 quilômetros de faixa exclusiva na região de César de Souza.
Outra aposta é a busca de recursos financeiros, junto ao governo federal, para a atualização do Plano de Mobilidade de Mogi das Cruzes.