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Morte do ciclista Pinos alerta para aumento de óbitos por infarto

A morte do ciclista mogiano e instrutor de tênis do Clube de Campo de Mogi das Cruzes, Adalberto Pinos de Moraes, 53 anos, que sofreu infarto fulminante enquanto pedalava em uma trilha no bairro do Botujuru, no final de semana, alerta para o aumento de 39% desta causa de óbitos na cidade de 1 de […]

Por O Diário
02/12/2020 18h18, Atualizado há 68 meses

A morte do ciclista mogiano e instrutor de tênis do Clube de Campo de Mogi das Cruzes, Adalberto Pinos de Moraes, 53 anos, que sofreu infarto fulminante enquanto pedalava em uma trilha no bairro do Botujuru, no final de semana, alerta para o aumento de 39% desta causa de óbitos na cidade de 1 de janeiro a 2 de dezembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2019.

LEIA TAMBÉM: Ciclista Adalberto Pinos de Moraes, 53 anos, morre após sofrer infarto pedalando

Enquanto nos 11 meses do ano passado foram 245 casos, agora o número passou para 341. Os dados são do Portal da Transparência do Registro Civil.

Para prevenir acidentes cardiovasculares – infartos e derrames -, o cardiologista e pneumologista Olavo Ribeiro Rodrigues, destaca a importância do acompanhamento médico, além da análise da história genética e dos fatores de risco e ainda a realização de exames de alta acurácia (capacidade de fazer o diagnóstico).

“Hoje em dia, há mulheres que infartam, mas quando se faz o cateterismo, que é um exame com acurácia 100%, as artérias coronárias estão normais. Este é um motivo atual de preocupação na cardiologia e chama atenção porque não existia no passado”, conta Rodrigues.

Segundo ele, o check-up, com eletrocardiograma de repouso e ecocardiograma veem o coração apenas naqueles minutos que estão sendo registrados, com acurácia considerada baixíssima.

“O teste ergométrico, que hoje é feito na esteira, tem acurácia menor que 90%. Já a cintilografia do miocárdio, no qual o paciente recebe um medicamento na veia chamado isótopo, apresenta acima de 90%. Além desses exames clínicos, é preciso saber a história familiar e se já houve casos de morte súbita na família, porque pode ter origem genética ou emocional. Já vi caso de paciente assistir ao jogo de Copa do Mundo e morrer ao ver o time perder, assim como já soube de paciente que fez eletrocardiograma normal no consultório de dia e à noite sofreu infarto”, conta o especialista.

O médico também orienta sobre os oito fatores utilizados como parâmetros para o cálculo do risco cardiovascular das pessoas: hereditariedade, obesidade, sedentarismo, diabetes, tabagismo, hipertensão, colesterol alto e estresse físico ou emocional.

“Quem possui menos de três destes fatores tem baixo risco de sofrer um acidente cardiovascular; aqueles com 3 a 5 apresentam risco moderado; e na faixa de 6 a 9 estão as pessoas com alto risco. É preciso fazer esta análise mais profunda e detalhada do perfil destes fatores, assim como da genética familiar, além do apoio de exames de alta acurácia para saber o risco cardiovascular de cada um”, orienta Rodrigues.

No entanto, outras situações também podem explicar a morte súbita causada por problemas cardíacos, como situações em que as coronárias são normais, mas o paciente é portador de isquemia silenciosa (falta de irrigação do coração, por exemplo.

“Um atleta que desconhece que é portador deste problema pode estar sempre correndo risco durante na prática esportiva”, explica o cardiologista.

Da mesma forma, o médico relata que neste ano, um ciclista que saía todos os finais de semana para andar de bicicleta, acabou caindo em uma ribanceira durante um destes percursos. “A bicicleta acelerou tanto que ele caiu. Os colegas prestaram socorro, mas naqueles 4 a 8 minutos que ele rolou ribanceira abaixo, embora não tivesse corte ou hematoma por fora, ficou lesado por dentro. E eram lesões graves”, atenta.

 

Missa de 7º dia será sábado

A missa de sétimo dia da morte do ciclista Adalberto Pinos de Moraes, morador do Socorro, será neste sábado (5), às 19 horas, na Paróquia Santa Rita de Cássia, no bairro onde ele residia. A celebração, com restrição de público devido à pandemia de Covid-19, também poderá ser acompanhada ao vivo no perfil da Paróquia Santa Rita de Cássia Mogi das Cruzes no Facebook. A Paróquia fica na rua Carneiro Leão, 108, Socorro.

A morte do ciclista causou comoção na cidade. A família é conhecida pelo comando da Drogaria São Sebastião, no bairro São João. 

 

Mãe do ciclista recebeu alta terça-feira

Preocupada com a demora da volta do ciclista Adalberto Pinos de Moraes para casa no último sábado (28), sua mãe, Maria Irene Lunardi Moraes, 76 anos, passou mal e foi levada ao Hospital Santana, em Mogi, enquanto os familiares e amigos ainda o procuravam. 

“Ela infartou, mas como faz tratamento no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo, a transferimos para lá, onde ficou na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), fez cateterismo, foi verificado que não teve sequelas do infarto, e recebeu alta ontem (1)”, conta sua filha, Vanice de Moraes Silveira, a quem coube a difícil missão de contar à mãe sobre a morte do irmão.

“Ela estava monitorada, medicada e ao lado do médico e enfermeira, mas foi difícil. Meu irmão morava com ela desde que meu pai morreu, há dois anos, não tinha problemas de saúde, se preparava para uma competição, não bebia e nem fumava. Foi um choque”, disse. 

 

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