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Motorista é multado em R$ 300 mil por transporte de palmito ilegal

Uma tonelada, ou mil quilos de palmito. Essa quantidade foi flagrada (e apreendida) dentro de um veículo, em Biritiba Mirim, neste sábado (3). O motorista foi levado à delegacia de cidade, onde recebeu uma multa salgada, de R$ 300 mil por transportar produtos de origem vegetal sem uma licença adequada. Isso é considerado crime ambiental.  […]

Por O Diário
04/12/2022 16h06, Atualizado há 44 meses

Uma tonelada, ou mil quilos de palmito. Essa quantidade foi flagrada (e apreendida) dentro de um veículo, em Biritiba Mirim, neste sábado (3). O motorista foi levado à delegacia de cidade, onde recebeu uma multa salgada, de R$ 300 mil por transportar produtos de origem vegetal sem uma licença adequada. Isso é considerado crime ambiental. 

Apesar de muito utilizada na culinária da região e de todos o País, a planta de origem ‘in natura’ é associada à destruição de palmeiras, existentes em grande número na região da Serra do Mar, ponto de referência para retirada ilegal dos produtos. 

Os responsáveis pelo corte das palmeiras de maneira clandestina são denominados “palmiteiros” e estão sempre na mira da Polícia Ambiental.

E foi exatamente da Polícia Ambiental o flagrante que resultou na apreensão e multa pelos produtos encontrados no interior de um veículo que era dirigido pelo autuado. 

Uma equipe fazia patrulhamento na Estrada do Serengue quando encontrou o veículo carregado com sacolas de palmitos cortados em toletes, que seguia na direção da área central da cidade, onde produto seria processo ou encaminhado a algum outro ponto da região. Ainda não informações se os policiais vão continuar as investigações para tentar encontrar os responsáveis pelo corte e processamento da planta, já que é comum os “palmiteiros” atuarem em grupos para que seja possível a derrubada de um número maior de palmeiras num menor espaço de tempo.

Os “palmiteiros” geralmente são pessoas que conhecem muito bem as matas das região e, portanto, difíceis de serem flagrados durante o corte dos vegetais. O grosso das extrações acontece, geralmente, no interior da mata, em regiões acessadas por meio de picadas que somente eles conhecem. 

Em alguns casos, chega acontecer até mesmo de esses “palmiteiros” viverem por longos períodos em acampamentos improvisados, onde vão acumulando o produto já cortado pra ser transportado antes que o palmito mude de cor ou fique enrijecido, após um tempo maior fora da árvore.

O palmito se localiza na parte superior das palmeiras, entre o caule e as folhas. Por isso, para se fazer a extração da planta é necessário derrubar a palmeira, devastando cada vez mais a região da Mata Atlântica, onde eles ainda existem em abundância, sabe-se lá por quanto mais tempo.

Ao todos, os policiais encontraram 20 sacos de aproximadamente 50 quilos cada um, com palmitos já fatiados em pequenos pedaços.

Cabe ressaltar que a lei prevê que quem transporta, vende ou armazena palmito irregular comete crime ambiental, com multa de R$ 300 para cada quilo apreendido.

Como denunciar

A Polícia Militar Ambiental faz um alerta para que a população denuncie quando souber de situações irregulares como a do corte, transporte ou armazenamento irregular de palmitos. 

Segundo a Polícia, é de grande importância essa participação dos moradores para evitar atividades que não estejam de acordo com a lei. 
Para denunciar tais irregularidades, basta ligar para 181.

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