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Na região, de 20% a 30% do público não retornou para a 2ª dose

Causa alarme o dado divulgado essa semana pela Câmara Técnica de Saúde do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, o Condemat: 20% a 30% das pessoas que vivem na região não tomaram a segunda dose da vacina da Covid-19 e, consequentemente, estão com proteção reduzida contra a doença. Em Mogi das Cruzes, até […]

Por O Diário
19/08/2021 17h26, Atualizado há 60 meses

Causa alarme o dado divulgado essa semana pela Câmara Técnica de Saúde do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê, o Condemat: 20% a 30% das pessoas que vivem na região não tomaram a segunda dose da vacina da Covid-19 e, consequentemente, estão com proteção reduzida contra a doença.

Em Mogi das Cruzes, até o momento, 296.224 moradores receberam ao menos a 1° dose ou dose única da vacina – o número corresponde a 65,8% da população adulta estimada da cidade. Do montante, 103.711 receberam também a 2° dose, ou seja, 25,2% da população adulta está completamente imunizada

Na avaliação do Condemat, esquecimento e reações adversas na primeira dose estão entre as principais causas da “falta” no retorno para a segunda dose nas unidades de saúde. Mas os representantes das secretarias municipais de Saúde alertam para os riscos da imunização pela metade e fazem um apelo para que a população complete o esquema vacinal.

“Tomar as duas doses de vacina é essencial para a eficácia da imunização contra as formas graves da doença, principalmente neste momento, de enfrentamento das novas variantes”, ressalta Adriana Martins, coordenadora da Câmara Técnica de Saúde. “Nossas cidades têm vacinas para esse público da segunda dose e fazemos um apelo para que as pessoas procurem pela imunização”, acrescenta.

Durante reunião da Câmara Técnica de Saúde nesta semana, os representantes municipais revelaram que a pendência da segunda dose da vacina é mais comum entre o público idoso, que por muitas vezes acaba esquecendo da necessidade da segunda dose. “É importante que filhos, netos ou mesmo vizinhos auxiliem os mais idosos no agendamento da segunda dose”, ressaltaram os técnicos.

A segunda causa mais comum são os efeitos colaterais provocados pelos imunizantes após a primeira dose.

“As reações adversas e efeitos colaterais são suscetíveis em qualquer tipo de medicação, e com a vacina não é diferente. O importante é que temos a garantia de eficácia e segurança comprovada por órgãos reguladores de todos os imunizantes que estão sendo disponibilizadas para o público, por isso, é fundamental completar o esquema vacinal”, destacou a coordenadora.

O prazo recomendado entre a primeira e a segunda dose dos imunizantes AstraZeneca e Pfizer é de 12 semanas. No caso da CoronaVac, o prazo é de até 28 dias. Somente a vacina da Janssen necessita de uma dose única para a imunização completa.

Quem perdeu o prazo de aplicação da segunda dose deve procurar a secretaria de saúde do seu município.

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