Nas redes municipal e particular de Mogi, aulas presenciais ainda são opcionais a alunos
Por enquanto, apesar do anúncio do Governo do Estado de Esão Paulo sobre a obrigatoriedade de 100% dos alunos assistindo às aulas presenciais desde a última segunda-feira (18), o que vem sendo cumprido pela rede estadual em Mogi, para os estudantes das unidades de ensino municipal e particulares da cidade comparecer às escolas ou assistir […]
20/10/2021 19h00, Atualizado há 58 meses
Por enquanto, apesar do anúncio do Governo do Estado de Esão Paulo sobre a obrigatoriedade de 100% dos alunos assistindo às aulas presenciais desde a última segunda-feira (18), o que vem sendo cumprido pela rede estadual em Mogi, para os estudantes das unidades de ensino municipal e particulares da cidade comparecer às escolas ou assistir às aulas remotas ainda é opcional.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), o Gabinete de Articulação para Enfrentamento da Pandemia na Educação (Gaepe-Mogi) se reuniu nesta segunda-feira (18) para discutir, entre outras pautas, a obrigatoriedade do retorno presencial às escolas de Mogi e o fim do distanciamento mínimo nessas unidades.
“A SME está em contato direto com o Governo e com a Secretaria de Saúde analisando todos os dados epidemiológicos, e promovendo comparativos entre o município e o restante do Estado de São Paulo para ter segurança e equilibrar a premissa de preservar a vida com o direito à Educação e o direito de aprender das crianças e jovens da cidade, explica a pasta em nota enviada a O Diário no final da tarde desta quarta-feira (20).
Atualmente, de acordo com a secretaria, a política é de opcionalidade aos pais e responsáveis e o respeito ao distanciamento mínimo de 1 metro, o qual leva a maior parte das escolas a realizar revezamento semanal da frequência presencial dos estudantes nas turmas.
“Nos diálogos ocorridos no âmbito do Gaepe, os argumentos pró-opcionalidade foram o resguardo da decisão às famílias que, por diversos motivos, não se sentem seguras no ensino presencial, bem como o efeito de redução do número de estudantes por turma – permitindo maior controle sanitário e atendimento mais personalizado para recomposição das aprendizagens”, explica a pasta.
Por outro lado, segundo a secretaria, a obrigatoriedade do presencial foi defendida por ser a interação social na escola, com os devidos protocolos, um direito da criança e condição indispensável para seu desenvolvimento. “Ao mesmo tempo, considerou-se que a contaminação e transmissão de Covid-19 entre crianças pequenas é relativamente mais baixa, particularmente em um momento em que a população escolar adulta já está vacinada e adaptada aos protocolos de biossegurança sanitária”, completa.
Os diálogos continuarão no Gaepe. “E contarão com as análises comparativas dos dados epidemiológicos entre Mogi e o Estado de São Paulo, de forma a pautar uma decisão técnica a partir de evidências, sem contaminações, inclusive ideológicas e com a devida responsabilidade que o assunto exige da Administração Pública municipal. Sobre a rede particular, a questão também está em estudo, assim como no que se refere à rede municipal”, conclui a nota.