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Nível de represas do Alto Tietê gera preocupação

Diante do alerta de emergência hídrica emitido pelo Governo Federal na última quinta-feira (27) para o período de junho a setembro no Estado de São Paulo, a preocupação se volta para o nível dos cinco reservatórios que compõem o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) e respondem pelo abastecimento de 4,5 milhões de habitantes da capital […]

Por O Diário
31/05/2021 19h59, Atualizado há 62 meses

Diante do alerta de emergência hídrica emitido pelo Governo Federal na última quinta-feira (27) para o período de junho a setembro no Estado de São Paulo, a preocupação se volta para o nível dos cinco reservatórios que compõem o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat) e respondem pelo abastecimento de 4,5 milhões de habitantes da capital paulista e de cidades da Grande São Paulo. 

Por conta da escassez de chuvas, típica deste período do ano, as barragens operam com volume reduzido e acendem o sinal de alerta.
De acordo com levantamento publicado no site da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o Spat operava nesta segunda-feira (1º) com 57,7% de sua capacidade total, sendo que até o momento, em maio, choveu 32,6 milímetros, o correspondente à metade da média histórica do período, que é de 75,4 milímetros.

Ainda segundo a Sabesp, o nível mais baixo era observado na represa do rio Jundiaí, em Taiaçupeba, que marcava 22,61%. Na sequência vinham os reservatórios dos rios Biritiba Mirim, com 33,07%; Paraitinga (34,06%); Taiaçupeba (58,15%) e Ponte Nova (71,03%).
Diante do período de estiagem, a orientação dos especialistas é economizar no consumo de água com o objetivo de evitar problemas.
No entanto, apesar de reforçar a necessidade de uso consciente e racional da água em qualquer época do ano, a Sabesp informa que não há risco de desabastecimento neste momento na Região Metropolitana de São Paulo, já que o atual nível é similar, por exemplo, aos 57% registrados em 2018, onde não houve problemas no abastecimento.

Segundo o presidente do Instituto Cultural e Ambiental do Alto Tietê (Icati), José Arraes, a falta de chuvas e as previsões meteorológicas, que preveem período de estiagem nos próximos meses, são bastante preocupantes.

“Há mais um outro problema. Agora, o nosso sistema (Sistema Produtor Alto Tietê – Spat) está interligado com todos os outros da Região Metropolitana e isso não pode ser desconsiderado. Então, a água de Taiaçupeba vai para todos os locais da Região Metropolitana”, explica o ambientalista.

De acordo com ele, outro fator que contribui para aumentar a preocupação é que não existe água superficial em quantidade suficiente na região.

“Segundo a Organização Mundial da Saúde, deveríamos ter 1,5 mil metros cúbicos de água por habitante/ano, mas nossa água superficial chega a 350 metros cúbicos por habitante/ano. No  futuro, teremos que nos abastecer de águas subterrâneas. Temos aquíferos subterrâneos no Taboão, mas em locais onde querem fazer aterros sanitários. Ou seja, estamos nos matando, já que hoje não temos água superficial e não vamos ter nem água subterrânea no futuro”, alerta Arraes.

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