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Ocupação da Vila São Francisco informa que houve aumento de pessoas na área

O Movimento de Ocupação da Vila São Francisco afirma que houve aumento do número de famílias na área localizada em Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, mesmo com o monitoramento que a Guarda Civil Municipal (CGM) vem fazendo no local. As informações das lideranças são de que o local abriga atualmente mais de 320 famílias. […]

Por O Diário
08/11/2021 19h30, Atualizado há 58 meses

O Movimento de Ocupação da Vila São Francisco afirma que houve aumento do número de famílias na área localizada em Braz Cubas, em Mogi das Cruzes, mesmo com o monitoramento que a Guarda Civil Municipal (CGM) vem fazendo no local. As informações das lideranças são de que o local abriga atualmente mais de 320 famílias. A Prefeitura não confirma os números e também não tem definição para retirar os moradores de lá.

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Sobre a quantidade de moradores, o líder da Ocupação, Luiz Ricardo Alves, explica que a “tendência é aumentar mais”, com a crise financeira do País. Ele conta que cerca de 70 famílias chegaram há alguns dias, vindas outras áreas de desapropriações de Jundiapeba. Atualmente são 235 moradias, com famílias morando juntas no mesmo espaço. São mais de 500 pessoas na área.

A Secretaria de Assistência Social ainda não disponibilizou as informações atualizadas sobre a ocupação. Infirma que continua trabalhando na atualização do estudo social da área, mas que “desconhece reintegração de posse sobre área pública cumprida na semana passada”.

Na semana passada a Justiça autorizou a retirada coercitiva dos moradores do local. No despacho, o juiz Bruno Machado, cita a Lei nº 14.216, que proíbe a desocupação coletiva durante a pandemia, com exceção para os casos em que haja garantia de abrigo aos desocupantes. No caso, a Prefeitura de forma expressa fez a garantia de que irá abrigar as famílias que ocuparam a área.

O processo vai demandar algumas semanas, já que a Prefeitura precisa organizar a operação com ajuda da Polícia Militar.  Enquanto isso, a Prefeitura reforça que segue apoiando o processo de desocupação voluntária da área invadida na Vila São Francisco.

O Município esclarece ainda que ofertará auxílio no retorno das pessoas a seus locais de origem, com custeio de passagem, ajuda com a mudança e também oferta de vagas em acolhimento institucional.

Resistência

Para tentar evitar a retirada das famílias, Luiz Ricardo disse que o Movimento pretende entrar com recursos na Justiça para tentar permanecer no local. Ele conta que os moradores estão planejando a realização de um grande protesto na cidade para chamar atenção de toda a cidade para o problema.   

De acordo com ele, “é difícil indicar outro lugar apropriado” para levar as famílias se forem retiradas da área. “ Estamos morando há oito messes Mogi. Aqui já é o nosso local de moradia. Já temos crianças matriculadas e pais trabalhando no município

“Não é fácil tirar as pessoas daqui. Complicado que o poder público tenho o coração gelado. Não olha com um olhar humano nessa situação em que o mundo vive. Milhões de pessoas perderam trabalhos e familiares por causa da doença (pandemia)”.

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