Ocupação da Vila São Francisco tem festa de Dia das Crianças
A festa de Dia das Crianças realizada nesta terça-feira (12) na ocupação da Vila São Francisco, em Mogi das Cruzes, vai muito além de uma celebração. Os moradores querem mostrar à Prefeitura que é possível promover a dignidade para quem está no local e isso, claro, inclui os pequenos. Durante o evento, eles puderam brincar […]
12/10/2021 18h03, Atualizado há 58 meses
A festa de Dia das Crianças realizada nesta terça-feira (12) na ocupação da Vila São Francisco, em Mogi das Cruzes, vai muito além de uma celebração. Os moradores querem mostrar à Prefeitura que é possível promover a dignidade para quem está no local e isso, claro, inclui os pequenos. Durante o evento, eles puderam brincar e ganharam presentes e doces, enquanto as famílias receberam cestas básicas.
“Esses atos são muito importantes porque mostram como é fácil garantir o que está na constituição, que é o lazer para essas crianças, a moradia e o poder público pouco faz e fecha olhos para essa questão. Ninguém está interessado em saber se estão bem, se estão matriculadas na escola, se a situação está ruim ou não. Em nenhum momento fomos procurados para isso, nem mesmo pelo Conselho Tutelar”, diz Luiz Ricardo Alves, 36 anos, representante do Movimento Ocupa Mogi.
O evento foi organizado para 120 crianças que moram na ocupação e contou com a colaboração de outro grupo pró-moradia da cidade, o Itapety.
Entre essas crianças, Luiz Ricardo explica que algumas ainda não estão matriculadas na rede de ensino de Mogi e as que estão conseguiram vagas por conta da organização do Movimento. No local, inclusive, mora uma pedagoga que é quem auxilia os moradores nessa questão.
No início deste mês, a Justiça determinou a desocupação da área. Foi determinado um prazo de dez dias, que está próximo de vencer. As famílias, porém, descartam a saída voluntária.
“Estamos programando uma movimentação para acontecer em frente a Prefeitura e à Secretaria Municipal de habitação. Vamos fazer uma manifestação junto com outros movimentos, um ato nada político, mas sim social. Queremos fazer uma paralisação que realmente chame a atenção e não apenas faça barulho”, conta Luiz que afirma que a data para essa ação deverá ser definida em breve.